Vice-presidência reage a “exercício de desinformação” e “argumentos absurdos” do JPP

16 Abr 2018 / 20:49 H.

A Vice-presidência do governo regional emitiu um esclarecimento sobre a conferência de imprensa do JPP relacionada com o concursos da linha de ferry.

“O JPP veio a público hoje, uma vez mais, com uma nova manobra política, num exercício de desinformação que já se tornou costumeiro, acusando o Governo Regional de ter despendido próximo de 568 mil euros com estudos e assessorias jurídicas sobre o concurso público internacional para o navio ferry entre a Madeira e o continente”, refere o gabinete de Pedro Calado que garante que as declarações do JPP, para além de não corresponderem à verdade, induzem em erro a opinião pública.

“As afirmações produzidas pelo JPP são infundadas e falsas, só podendo ser entendidas como fruto de uma estratégica demagógica, repetidamente utilizada por este partido. Na prática, pretende-se, tão somente, especular e confundir as pessoas, quer pelo falsear dos montantes envolvidos, como resumindo o problema do ferry apenas à construção de “uma nova rampa roll-on rol-off no porto do Funchal”, num argumento tão absurdo, quanto ridículo”, refere a vice-presidência..

O concurso público internacional para o ferry entre a Madeira e o continente, pode ler-se no esclarecimento, constitui um processo bastante complexo, que envolve “a necessária consulta e parecer de inúmeras entidades e instituições”. Por essa razão, justifica o governo, tiveram de ser elaborados estudos e solicitados pareceres.

“Deste modo, num processo que envolveu a instrução de processos junto da União Europeia, de entidades nacionais de consulta obrigatória, implicando ainda a elaboração de estudos, de pareceres, a assessoria jurídica e técnica relacionada com as peças de um procedimento concursal internacional de elevada complexidade, o total do custo assumido pelo Governo Regional foi de pouco mais de 220 mil euros, ou seja, quase um terço do valor que hoje foi apresentado pelo JPP”, afirma Pedro Calado.

Ao JPP, acusa o governo, não interessa divulgar, “com rigor e verdade, os factos, antes escudando-se neste tipo de acções de guerrilha política rasteira, norteada por uma agenda eleitoral própria e por objectivos que nada têm a ver com o esclarecimento e interesse da nossa população”.