PS quer “regionalizar” o modelo de subsídio de mobilidade

08 Nov 2017 / 15:26 H.

O financiamento deve continuar a ser do Estado, mas “a implementação dos modelos [de mobilidade] deve estar nas mãos dos governos regionais”. É esta a proposta que Carlos Pereira espera ver seguida pelo governo de Miguel Albuquerque.

O líder regional do PS deu uma conferência de imprensa em que comentou o modelo de subsídio, numa altura em que as famílias começam a enfrentar os problemas de conseguir pagar as viagens de Natal dos estudantes do ensino superior. “Já há viagens as 600 euros”, afirma.

O modelo em vigor “foi sempre contestado” pelos socialistas que apontaram várias situações a corrigir, como o ‘tecto’ de 400 euros e a utilização de cartões de crédito.

“O governo regional inventou um modelo que não favoreceu os madeirenses”, acusa Carlos Pereira que não tem dúvidas de que o sistema adoptado só funciona com a atracção de várias companhias para a linha aérea entre a Madeira e o continente.

“Nos últimos dois anos, o governo regional foi incapaz de atrair uma única companhia”, diz o dirigente socialista que acusa o executivo de regional de só se preocupar com as companhias charter que beneficiam os hoteleiros.

Mais grave é a possibilidade de a easyjet deixar a linha, o que conduziria a uma situação de monopólio da TAP, “sem obrigações de serviço público”.

Carlos Pereira espera que o governo regional tome medidas, mas sugere a regionalização do processo e pede cuidado para não “afastar” companhias aéreas.

Questionado sobre as queixas do governo regional em relação ao governo da República, nomeadamente o atraso na revisão do modelo de mobilidade, o líder do PS-M considera que esses argumentos são falsos. “É um modelo do PSD jardinista que este PSD adoptou”, acusa.

Carlos Pereira pede a Albuquerque e ao vice-presidente, Pedro Calado, para resistirem “à tentação de fazer desta questão uma arma de arremesso político” e colocarem o problema “de forma serena”.

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