“Jovem do Porto da Cruz paga 168 euros de passe para estudar no Funchal”

20 Set 2018 / 16:35 H.

O grupo parlamentar do PCP classificou, esta tarde, como “exorbitantes” os valores que as famílias têm de pagar pelo passe dos estudantes nos transportes públicos da Madeira e anunciou que em breve os seus deputados vão apresentar uma proposta para redução gradual daqueles títulos, até chegar à gratuitidade dos mesmos, à semelhança do que acontece nalguns concelhos do continente.

Numa iniciativa realizada esta tarde no Funchal, Ricardo Lume deu um exemplo que revela os custos suportados pelas famílias: “Um jovem que resida no Porto da Cruz e que estude na Escola Secundária Francisco Franco paga de passe social (se não tiver apoio da acção social) 168 euros. Isto são valores exorbitantes. A nível anual, são valores que ultrapassam os 400 e que podem chegar a mais de 1.500 euros. É fundamental que esta injustiça deixe de acontecer”.

O porta-voz comunista expôs o quadro global existente na Madeira e que se aplica a todas as famílias que não beneficiam de acção social escolar. Assim, uma família com uma criança entre 6 e 12 anos que precise de um passe nos ‘Horários do Funchal’ tem de pagar 25 euros por mês. O cenário é pior na SAM e Rodoeste, já que para uma única zona tem de pagar 33,7 euros. Na Rodoeste, se o estudante percorrer 8 zonas para se deslocar para a escola paga 120 euros e na SAM 105 euros. Esta situação agrava-se quando as crianças transitam para o 3.º ciclo e têm mais de 12 anos, já que pagam pelo passe de estudante 41 euros nos ‘Horários do Funchal’, 58 euros na SAM e até 168 euros na Rodoeste.

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