Instituto que tutela artesanato da Madeira pretende revitalizar produção do vime

07 Nov 2017 / 15:07 H.

A presidente do Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira (IBVAM), Paula Duarte, anunciou hoje que é intenção deste instituto fomentar a produção de vime, enquanto forma de artesanato tradicional.

A ideia é “incentivar a produção de vime”, uniformizando-a, uma vez que a produção tradicional “não parece ser a mais adequada para as novas tendências”, explicou Paula Duarte.

Num projeto comum entre Madeira, Canárias, Cabo Verde e Açores, o IBVAM vai tentar “incentivar” a produção do vime, através da formação de novos artesãos que o queiram trabalhar, “porque provavelmente é uma arte que tende a se perder”, num projeto a ser posto em prática apenas em 2018 que juntará também a secretaria regional da Agricultura da Madeira.

O vime é um produto tradicional da Camacha, freguesia de Santa Cruz, que remonta ao início do século XIX, onde depois de descascado e seco, passa por ser fervido, de forma a conferir-lhe alguma elasticidade para ser trabalhado. Entre os principais produtos destacam-se aqueles com utilidade para o lar.

A presidente do IBVAM lamentou que atualmente o artesanato saído de um setor, que já foi pujante na Madeira, tenha entrado em declínio, contribuindo para isso a idade e algum desinteresse.

“Queria que houvessem mais jovens no artesanato tradicional como o trabalhar dos vimes e do bordado Madeira, já que ainda é elaborado por pessoas já com um nível etário elevado, mas temos procurado cada vez mais incentivar esses saberes a camadas mais jovens”, disse.

Para colmatar esta e outras possíveis falhas no artesanato regional, hoje estiveram reunidos 74 artesãos num primeiro seminário feito em parceria com o Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património.

O objetivo esteve centrado na inovação, na valorização do artesanato na região, ao mesmo tempo que se pretendeu criar “estímulos nos artesãos, quer no artesanato tradicional ou contemporâneo”.

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