Fontainhas Fernandes pediu outro olhar sobre a Universidade da Madeira

O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas espera obter os 5,9 milhões de euros referentes aos apoios destinados ao Ensino Superior

13 Nov 2017 / 11:27 H.

Fontainhas Fernandes, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, inicia hoje o seu novo mandato em solo madeirense, abordando no Colégio dos Jesuítas, mais precisamente na reitoria da Universidade da Madeira vários temas, como por exemplo, a contemplação de verbas para o Ensino Superior, tendo em vista o Orçamento para 2018. O reforço de verbas para 2017, “uma vez que existem garantias por parte do Governo, mas que não estão no papel”, são outros dos temas em análise nesta reunião.

“Neste momento há todo um conjunto de montantes financeiros que decorrem de alterações legislativas”, como por exemplo “o aumento de salário mínimo, subsídio de alimentação e do título de agregado”, explicou Fontainhas Fernandes, esclarecendo que a canalização de 5,9 milhões de euros do Estado para as universidades “era algo que devia estar resolvido em Setembro”, sendo que até agora, em pleno mês de Novembro, ainda não sinal do dinheiro: “Estamos na data limite”, alertou o presidente do Conselho, considerando que este valor “fundamental para o equilíbrio das contas”.

De acordo com o reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, “as universidades têm vindo a encontrar mais alternativas para diminuir a dependência do Estado e foi esse um dos grandes motivos” para a candidatura que apresentou à presidência do Conselho.

Fontainhas Fernandes referiu ainda que a UMa, tendo em conta a sua localização geográfica, “deveria ser alvo de mecanismos compensatórios” e “o Orçamento terá de ter em conta estas diferenças se queremos ter um país mais coeso”.

José Carmo, reitor da Universidade da Madeira, salientou que a presença do CRUP na Madeira “é um sinal que as universidades das Regiões Autónomas são importantes para o desenvolvimento das Regiões”, afirmando que o futuro passará por uma colaboração entre os Governos Regionais e as Universidades, tendo em conta os encontros que estão agendados entre a Madeira e os Açores.

“São problemas das universidades e das regiões e penso que ambos os governos estão cientes disso e os próprios querem ajudar”, disse José Carmo.