Fixar população em vez de subsidiar natalidade

16 Abr 2018 / 16:59 H.

O secretário regional da Educação desconfia do êxito de programas de incentivo à natalidade onde o envelhecimento da população regista um acentuado aumento, designadamente nas localidades mais rurais. É justamente por essa condição que o governante sublinhou que uma das vias que o Governo Regional procura para poder estancar o decréscimo do número de alunos nestas áreas tem sido pelo caminho da “fixação das famílias”, daí que acredite que o sucesso tenderá ser maior se houver, por exemplo, redução de impostos municipais para atrair casais jovens.

Uma resposta à preocupação manifestada pelo presidente da Câmara Municipal da Calheta à margem do XIII aniversário da Escola EB123/PE Prof. Francisco M. S. Barreto, numa altura em que o autarca social-democrata recordou o alargamento da idade máxima (passa de 3 para os 5 anos) do programa Calheta d’ Esperanças, num pacote de medidas em que Carlos Teles frisou ter sido pioneiro, em toda a Região, neste tipo de acção.

Ora, Jorge Carvalho considera ser necessário efectuar uma leitura aos novos “contextos sociais para percebermos como podemos atrair famílias para determinadas localidades”, lembrando que a tutela “tem vindo a gerir com parcimónia” o encerramento de unidades de ensino. De resto, não esqueceu de vincar que estas decisões são sempre baseadas no plano pedagógico.

“Enquanto entendermos que é benéfico para os alunos manterem-se num determinado estabelecimento de ensino, procuraremos criar todas as condições para que isso aconteça”, expressou ao DIÁRIO.

“Obviamente que temos escolas com menos cinco alunos. Nessas temos de pesar os factores de socialização e de aprendizagem, mas também os factores de manutenção desse estabelecimento de ensino”, sustentou a opinião.