Estivadores querem respeito e salário digno

20 Jun 2018 / 17:40 H.

O BE-Madeira inteirou-se esta manhã das preocupações dos estivadores dos portos da Madeira em reunião com uma delegação do SEAL – Sindicato dos Estivadores e das Actividades Logísticas, que representa a maioria dos estivadores do porto do Caniçal.

A principal queixa do estivadores é, de acordo Paulino Ascenção, o assédio moral persistente sobre os trabalhadores sindicalizados, a falta de um contrato colectivo de trabalho que respeite a Lei e a arbitrariedade da entidade patronal (ETPRAM) na colocação dos trabalhadores pelos turnos, tendo em vista a redução da remuneração dos estivadores sindicalizados.

“Há uma prática discriminatória de preferência pelos trabalhadores não sindicalizados, aos quais são atribuídos muitos mais turnos que lhes proporciona remunerações mensais de cerca de 1.300 euros. Aos estivadores sindicalizados são atribuídos o número mínimo de onze turnos mensais, de modo a que estes não aufiram mais que o salário mínimo nacional. É um castigo pela ousadia de se terem sindicalizado e um atentado à liberdade sindical”, explica o coordenador do Bloco.

E acrescenta: “Os delegados sindicais são alvo ainda de processos disciplinares como tentativa de os inibir de prosseguirem a actividade sindical”, pelo que “o sindicato pretende um novo acordo colectivo de trabalho que acabe com esta discriminação e que os trabalhadores sejam tratados com isenção”.

Para concluir, Paulino Ascenção refere que “verifica-se ainda o recurso a trabalhadores de outras profissões, como mecânicos por exemplo, que são chamados a substituir os estivadores sem formação nem experiência a manobrar gruas e outros equipamentos, com prejuízo para a rapidez e sobretudo para a segurança das operações, com o intuito de castigar os estivadores sindicalizados”.

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