Ambulâncias do SESARAM “não são esterilizadas”

15 Fev 2018 / 13:22 H.

Filipe Olim, responsável pela Comissão de Utentes do Serviço Regional de Saúde, esteve hoje à porta do Hospital Dr. Nélio Mendonça para “denunciar a situação precária da rede de transportes do SESARAM”.

“Temos recebido diversos relatos de vários utentes acerca das condições lastimáveis com que se encontram as viaturas, nomeadamente, as ambulâncias e outras viaturas utilizadas no transporte dos doentes”, explicou Filipe Olim, esclarecendo que existem situações “muito graves onde não é feita a esterilização das ambulâncias, o que representa um risco para os próprios utentes, como para os assistentes que efectuam o transporte”.

Segundo Filipe Olim ocorrem ainda “outras situações” que considera “ainda mais urgentes”, como é o caso do “transporte de doentes que fizeram transplantes, onde normalmente têm de ser transportados sozinhos porque estão bastante debilitados, e o que acontece é que esses doentes são transportados sozinhos, mas as ambulâncias não são esterilizadas”, ou seja, “temos aqui uma situação que é um pouco contraditória, porque estamos a transportar o doente para não haver o risco de infecção por parte de outros utentes, mas na mesma a ambulância encontra-se mal limpa”.

Ainda de acordo com as palavras do responsável pela comissão, os GPS das ambulâncias “estão desligados e os assistentes têm de utilizar o seu próprio telemóvel no serviço”, acrescentando que estes mesmos funcionários “não têm luvas ou desinfectantes próprios” tendo de “pedir aos enfermeiros ou outros membros dos estabelecimentos de saúde”.

“Temos ainda as macas estragadas e muitas vezes os assistentes caem porque os assentos dos carros não estão em boas condições. A comissão vem aqui exigir aos órgãos administrativos que encontrem uma solução urgente. Como é que se pensa na construção de um novo hospital se os serviços nem sequer funcionam em níveis normais”, disse Filipe Olim.