Exposição sobre Darwin quer “despertar consciências para a importância dos solos” no Funchal

05 Fev 2018 / 11:20 H.

O Museu de História Natural do Funchal abre ao público, na próxima sexta-feira (dia 9 de fevereiro), a exposição ‘Darwin e a dinâmica dos solos’.

Sob a alçada da Câmara Municipal do Funchal, a exposição foi concebida para ser itinerante, com o objectivo de sensibilizar a população para alguns dos problemas actuais que afectam os solos, um tema ainda pouco estudado na Madeira.

O mote da exposição é Charles Darwin, o histórico naturalista britânico que, durante mais de 40 anos, observou, estudou e teorizou sobre o envolvimento das minhocas em diversos processos naturais relacionados com os solos e a sua participação (em associação com a restante biota dos solos) nos diversos ciclos geológicos e físico-químicos. Estes estudos e observações foram compilados e publicados em 1881, no seu último livro científico, pouco conhecido do grande público, e que se chamou ‘A formação de húmus, por acção das minhocas, com observações dos seus hábitos’.

A vereadora Idalina Perestrelo, que tem o pelouro do Ambiente na CMF, e inaugura a exposição na próxima quinta-feira à tarde, sublinha que “aquilo que se pretende é despertar consciências para a importância dos solos na sustentabilidade de toda a existência no planeta e para a preservação deste recurso natural e não renovável, que é imprescindível na segurança das populações, no fornecimento de alimentos para uma população mundial em franco crescimento e na regeneração e conservação dos ecossistemas, tanto terrestres, como marinhos.”

A exposição terá, ainda, em exibição aguarelas da autoria de Charles Frederick Raleigh Blandy, que pertencem ao espólio do Museu de História Natural do Funchal e retratam paisagens madeirenses do início do século XX.