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Voto de solidariedade e pesar pelo fogos na Austrália aprovado por unanimidade na AR

FOTO EPA
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A Assembleia da República (AR) aprovou ontem, por unanimidade, um voto de solidariedade e pesar apresentado pelo CDS-PP sobre os incêndios florestais que lavram na Austrália desde Setembro.

Os deputados do parlamento português decidiram unanimemente “demonstrar o seu pesar pelas vítimas dos incêndios ocorridos desde setembro na Austrália e solidarizar-se com a população australiana que os combate resilientemente e sofre as suas consequências”.

“Desde setembro do ano passado que a Austrália é assolada por uma vaga de incêndios de enorme proporção. O Estado da Nova Gales do Sul, no qual se situa a cidade de Sydney, é o mais afectado, estando a viver-se a pior estação de incêndios dos últimos vinte anos”, refere o voto.

O texto assinala igualmente que já morreram, pelo menos, 23 pessoas e, “desde o início desta vaga, foram registadas cerca de duas centenas de incêndios e mais de mil e quinhentas casas foram destruídas à medida que os fogos queimaram mais de cinco milhões de hectares de terra”.

“Há registo de vários feridos e inúmeros deslocados, acrescendo à fatalidade a morte de milhares de animais. Apesar de ainda não ser possível calcular o valor dos prejuízos, estima-se que cheguem a várias centenas de milhões de euros”, prossegue o CDS-PP.

Na óptica da bancada parlamentar centrista, o parlamento português “não deve ficar indiferente, tendo razões ponderosas para manifestar a sua solidariedade”, uma vez que esta é uma “tão grave catástrofe humana e ambiental”.

Os incêndios florestais que ardem na Austrália desde setembro passado já provocaram a morte de 26 pessoas, destruíram mais de 2.000 casas e queimaram uma área superior ao dobro da superfície da Bélgica, estimando-se ainda que tenham matado ou deixado sem habitat mais de mil milhões de animais selvagens.

A polícia de Victoria, cuja capital é Melbourne, admitiu não ter efectivos suficientes para a segurança da cidade porque quase todos estão a ser usados no combate aos incêndios florestais, que afectam principalmente o sudeste do país.

O primeiro-ministro tem-se recusado a relacionar o agravamento dos incêndios com a crise do clima, apesar de o próprio instituto australiano de meteorologia já ter confirmado a ligação.