Habitação, justiça, OE e Taça de Portugal fazem capas dos jornais

O diferendo entre os papas também chega às primeiras nesta quarta-feira

15 Jan 2020 / 10:04 H.

A questão da oposição dos conservadores ao papa Francisco é tema da primeira página do Público. A boa nova, em grande hoje na edição, é que as rendas em Lisboa caíram, após três anos de aumentos sucessivos. No Porto e no resto do país, subiram. A lei da acessibilidade a lugares públicos com falha. A imagem é de uma cadeirante perante um degrau intransponível pelos seus próprios meios.

O Diário de Notícias dá grande destaque aos papas. Com imagem de meia página, questiona: “E se houver um choque entre Bento XVI e Francisco?”. O jornal acrescenta que a Igreja terá de definir o papel do papa emérito. Em causa está a posição sobre a ordenação de homens casados. A manchete é para as duas centenas de propostas de alteração ao OE entregues pelos partidos. A fiscalidade e a saúde é onde são mais pedidas alterações, seguidas pelo Ambiente. PAN, BE e PCP lideram nos pedidos. Nesta edição leia ainda sobre o Canelas 2010, equipa do Campeonato de Portugal que poderá fazer história se passar às meias-finais da Taça de Portugal.

“Europa condena justiça incompetente”. A notícia faz manchete no Correio da Manhã, com o jornal a revelar sobre a tragédia do Meco, em que morreram seis jovens, que as autoridades deixaram destruir provas da praxe. O Estado foi condenado a pagar 13 mil euros a pai por falhas na investigação. A vitória do Benfica frente ao Rio Ave por 3-2 está nesta edição, a antecipar o dérbi em Alvalade. No caso de Tancos, o juiz Carlos Alexandre aperta Costa, lemos na chamada.

A falha no caso do Meco chega à primeira do JN, em formato de pequena chamada. A manchete vai para os bombeiros que ajudaram nas cheias de Moçambique e que ainda não receberam. A protecção Civil aguarda por autorização para pagar os 35 mil euros. A Imagem é do resultado da Taça de Portugal, com Benfica e Porto com presença garantida nas meias-finais. Ronaldo também tem direito a foto. 7,8 milhões terá pago o jogador madeirense pelo apartamento mais caro do país. Chamada ainda para as novas matrículas que entram em circulação em Março e que vão durar 45 anos e para a Associação de Nacional de Municípios, descontente com o Orçamento que consideram “absurdo e inaceitável”, cita o jornal. O corte, alega, chega aos 35 milhões.

No i, André Ventura ocupa meia página. “Não queremos alguém que vá tomar chá com Marcelo”, declara, sobre a candidatura presidencial. Os militantes do Chega querem dar a conhecer outras caras, diz ainda o jornal. Outro tema grande são as eleições internas do PSD. “A guerra pela liderança endureceu e há suspeitas de ofertas de lugares”. Ainda na primeira, empresa inglesa dá mais dias de férias a quem não fume. Na questão do trabalho, a notícia também de que empresários encaram menor carga horária como benéfica. Nesta edição a chamada para o livro associado ao nome de Bento XVI que chega hoje às bancas envolto em polémica e o caso do Meco também merece chamada de primeira neste matutino.

O Negócio revela que 2019 foi o melhor ano no crédito habitação desde a crise de 2008. Outro tema em destaque é o do corte salarial dos políticos, com Rui Rio e António Costa a defenderem o fim do regime de excepção. Falta que um partido apresente a proposta. “Costa arrisca primeiro chumbo das câmaras a um orçamento”, “Um terço das propostas de alteração do OE são iguais ao ano passado” e “Novo leilão de Solar avança no primeiro trimestre” são temas presentes na página mais nobre.

A Taça de Portugal é incontornável nos desportivos, com A Bola a destacar o contributo de Seferovic. “Banco Suíço” escreveu no título. Já sobre a vitória do FC Porto, optou por “Serviços mínimos para o Jamor”. O Record preferiu “Na hora certa”, também sobre a vitória do Benfica. Já sobre o 2-1 do Porto frente ao Varzim lemos “A lei do mais forte”. O Jogo preferiu destacar este encontro: “Marcano apontou às ‘meias’”. E sobre a vitória do Benfica “Chave Suíça”.