Pompeo defende “retenção militar” dos EUA na Venezuela

02 Dez 2019 / 19:07 H.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, defendeu hoje a “retenção” militar dos Estados Unidos na Venezuela, excluindo uma eventual intervenção armada para expulsar o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, mas cuja saída do poder prevê estar próxima.

Num discurso sobre a política externa do Presidente Donald Trump na América Latina, Pompeo indicou que a prioridade era combater o “socialismo”, mas teorizou uma diplomacia feita de “realismo, retenção e respeito”.

“Nós dissemos que todas as opções estavam em cima da mesa para ajudar os venezuelanos a recuperar a sua democracia e a sua prosperidade”, salientou o chefe da diplomacia dos EUA em Louisville, cidade do Estado norte-americano de Kentucky.

No entanto, Mike Pompeo sublinhou que a estratégia “realista” do Presidente dos EUA em relação à Venezuela causava pressões económicas e diplomáticas, mas também “retenção”.

“Aprendemos as lições históricas sobre os riscos significativos associados ao uso da força militar”, advertiu Pompeo.

Washington reconheceu, em janeiro, o líder da oposição venezuelana Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela e impôs sanções económicas para pressionar Nicolás Maduro a deixar o poder.

Mike Pompeo pediu, no entanto, paciência, invocando o exemplo da queda do regime de Nicolae Ceausescu na Roménia, para assegurar que o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acabaria por ser forçado a sair.

“Em julho de 1989, Nicolas Ceausescu afirmou que o capitalismo chegaria à Roménia no dia em que as maçãs crescessem em choupos - e em dezembro do mesmo ano, foi executado”, sublinhou Pompeo.

“O fim está próximo também para Maduro. Simplesmente não sabemos a data”, acrescentou o secretário de Estado norte-americano.

A Venezuela vive uma crise social e política, com reflexos humanitários.

Em janeiro, Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional - onde a oposição é maioritária -, autoproclamou-se Presidente interino, questionando e desafiando a legitimidade de Nicolás Maduro.

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