Papa Francisco pede a Bashar al-Assad actos significativos para reconciliação

22 Jul 2019 / 12:50 H.

O Papa Francisco pediu ao Presidente sírio, Bashar al-Assad, que proteja a vida dos civis na Síria, depois dos últimos ataques, e que realize actos significativos para a reconciliação.

Numa carta entregue hoje por uma delegação do Vaticano, o chefe da Igreja Católica expressa a “sua profunda preocupação com a situação humanitária na Síria, e em particular, com as condições dramáticas da população civil em Idlib”, explicou o Vaticano.

O novo diretor da assessoria de imprensa do Vaticano, Matteo Bruni, indicou, em comunicado, que o prefeito do Serviço de Desenvolvimento Humano, o cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, acompanhado pelo núncio na Síria, o cardeal Mario Zenari, encontraram-se com Bashar al-Assad e entregaram-lhe a carta do Papa.

Desde finais de abril, o regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, apoiado pela Rússia (aliado tradicional de Damasco), intensificou os bombardeamentos na província de Idlib e em outras áreas circundantes, ainda controladas por forças insurgentes e ‘jihadistas’.

O secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, forneceu aos meios de comunicação mais detalhes da carta em que o Papa Francisco “renova o seu apelo para que as vidas dos civis sejam protegidas e preservadas as principais infraestruturas, como escolas, hospitais e centros de saúde”.

“De facto, o que está a acontecer é desumano e não pode ser aceite”, salientou Parolin.

Pietro Parolin esclareceu que a intenção da carta do Papa não é política e apenas humanitária e insta o Presidente sírio a “fazer actos significativos” no processo “de reconciliação tão urgente”, dando “exemplos específicos, tais como as condições para o regresso seguro de exilados e deslocados internos e para todos aqueles que querem voltar ao país depois de terem sido forçados a sair”.

O Papa Francisco também “menciona a libertação de detidos e o acesso das famílias a informações sobre os seus entes queridos” e em especial, “pela situação dos presos políticos, a quem não podem ser negadas as condições da humanidade”.

“Na carta enviada ao Presidente Assad, o líder da Igreja Católica incentiva-o a mostrar boa vontade e a trabalhar para encontrar soluções viáveis, pondo fim a um conflito que dura há muito tempo e que causou a perda de um grande número de vidas inocentes”, acrescentou Parolin.

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