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Futuro Presidente do Brasil recebe dissidente cubano e entoa slogan “Cuba Livre”

FOTO Reuters
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O Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, entoou o slogan “Cuba Livre”, numa reunião realizada hoje com o dissidente cubano Orlando Gutiérrez-Boronat, que dirige organizações opositoras ao regime de Havana nos Estados Unidos.

O encontro foi registado por Bolsonaro na rede social Twitter, onde publicou uma foto com o cubano e escreveu “recebendo Orlando Gutierrez, um dos principais denunciantes das atrocidades cometidas pela ditadura daquele país”.

O conteúdo da conversa não foi divulgado, mas os assessores de Bolsonaro disseram à Efe que o futuro Presidente brasileiro “limitou-se a denunciar as atrocidades da ditadura cubana”.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra Bolsonaro cumprimentando Gutierrez-Boronat e entoando o slogan “Cuba Libre” (Cuba livre, em português).

O dissidente cubano, que vive com a sua família nos Estados Unidos desde a década de 1970, é uma das vozes mais activas em Miami contra o Governo de Cuba.

Gutiérrez-Boronat foi um dos participantes da Cúpula Conservadora das Américas, organizada em 8 de Dezembro na cidade brasileira de Foz do Iguaçu por um dos filhos de Presidente eleito e também deputado (membro da câmara baixa) Eduardo Bolsonaro, que reuniu representantes de organizações de direita na América Latina.

No evento, Eduardo Bolsonaro chegou a dizer que o Brasil poderia ser a sede de um julgamento hipotético das “ditaduras” de Venezuela, Cuba e Nicarágua, após uma proposta nesse sentido ter sido feita pelo dissidente cubano.

O futuro Presidente brasileiro é um duro crítico do Governo cubano e dos acordos assinados com o país caribenho nos governos do Partido dos Trabalhadores (PT) para financiar obras públicas em Cuba e também uma parceria na área da medicina.

Bolsonaro já disse que tais acordos financiaram uma “ditadura comunista” e promoveram um regime de escravidão, porque, considerou, o Governo cubano ficou com a maior parte do salário dos médicos que atenderam pacientes nas redes públicas do Brasil no programa “Mais Médicos” até ao mês de Novembro, quando Havana rescindiu o contrato com o Brasil.