Fundo Global do VIH, tuberculose e malária salvou 32 milhões de vidas desde 2002

20 Set 2019 / 05:23 H.

Os programas do Fundo Global de Combate ao VIH, tuberculose e malária permitiram salvar 32 milhões de vidas desde 2002 até hoje, mas é necessário “acelerar o movimento” de combate àquelas doenças.

Segundo um relatório ontem divulgado pelo Fundo Global, que é uma organização financeira internacional, no ano passado quase 19 milhões de pessoas estavam em terapia anti-retroviral nos países em que o fundo investe, enquanto 5,3 milhões de pessoas foram testadas e tratadas para a tuberculose.

Contudo, há “novas ameaças” em torno dos objetivos internacionais para acabar com as três doenças até 2030, segundo o próprio relatório, citado pelas agências internacionais de notícias.

A primeira dessas ameaças é, segundo o relatório, o “financiamento estagnado”, a par da “resistência aos medicamentos”, incluindo o principal tratamento contra a malária.

O Fundo Global resulta de uma parceria entre estados e organizações do setor privado e doentes, investimento quase quatro mil milhões de dólares (cerca de 3,6 mil milhões de euros) por ano para apoiar programas que visam a erradicação das três doenças.

Em outubro decorrerá em Lyon, França, a conferência do Fundo com vista à angariação e captação de recursos e financiamento.

O financiamento para 2020/2022 foi estabelecido em 14 mil milhões de dólares (cerca de 12,6 mil milhões de euros), uma quantia que tem sido considerada insuficiente pelas organizações não governamentais (ONG).

Em França, por exemplo, as ONG já lançaram campanhas que visam apelar ao Presidente francês para aumentar a contribuição financeira do país para o Fundo em 25% no mínimo.

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