Chefes da diplomacia da UE discutem Venezuela e reúnem-se com homólogos africanos

20 Jan 2019 / 12:46 H.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia reúnem-se entre segunda e terça-feira em Bruxelas, com a Venezuela na agenda do primeiro dia, sendo o segundo dedicado a um encontro com os seus homólogos da União Africana.

Na segunda-feira, na reunião de “rentrée”, os chefes de diplomacia da UE, entre os quais o ministro Augusto Santos Silva, vão voltar a discutir a situação na Venezuela -- tema recorrente ao longo dos últimos meses -, menos de duas semanas após Nicolas Maduro ter sido empossando para um segundo mandato presidencial, numa cerimónia em que os 28 não se fizeram representar, por não reconhecerem credibilidade ao processo eleitoral.

Desta feita, os chefes de diplomacia da UE deverão focar-se nos últimos desenvolvimentos no país e a Alta Representante para a Política Externa, Federica Mogherini, que presidirá à reunião, dará conta aos ministros do trabalho exploratório em curso com vista a constituir um grupo internacional de contacto que possa ajudar a criar as condições para “um processo político credível”.

Na reunião de segunda-feira, os 28 vão também fazer um ponto da situação sobre a implementação do Plano de Acção contra a Desinformação, publicado em dezembro passado pela Comissão Europeia, focando-se nos aspetos externos do combate da UE às chamadas “fake news”.

Na terça-feira, haverá lugar a uma reunião entre ministros dos Negócios Estrangeiros da UE e da União Africana, na qual “será assegurado o seguimento da V Cimeira UA-UE”, realizada em Abidjan em novembro de 2017.

“Os ministros debaterão o futuro da cooperação entre as duas regiões, abordando três temáticas-chave: paz, segurança e governação; comércio, investimento e integração económica; e multilateralismo”, indica uma nota divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Esta é a primeira reunião ministerial UE-África entre cimeiras, estando confirmada a presença, entre outros, dos ministros dos Negócios Estrangeiros de Angola, Manuel Augusto, e da Guiné-Bissau, João Ribeiro Có.