Cabo Verde acompanha situação de estudantes na Bolívia

15 Nov 2019 / 10:54 H.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comunidades de Cabo Verde garantiu hoje que vai assegurar proteção consular à comunidade cabo-verdiana na Bolívia, composta essencialmente por estudantes, face à atual crise política e social que se vive naquele país.

Em comunicado, aquele ministério refere que está a acompanhar a situação na Bolívia, recordando tratar-se de um país “em que vive uma comunidade cabo-verdiana composta essencialmente por estudantes e ex-estudantes e seus descendentes”.

O Governo de Cabo Verde acrescentou que “vai assegurar inteira proteção consular, de acordo com a evolução da situação e em função de necessidades específicas que sejam identificadas”, refere o comunicado, que não avança o número de cabo-verdianos e descendentes que residem atualmente na Bolívia.

A crise desencadeada pelas eleições gerais de 20 de outubro na Bolívia, que levou Evo Morales a renunciar ao cargo de Presidente, causou já oito mortos, 508 feridos e 460 detenções, segundo números avançados na quarta-feira pela Defensoria do Povo, organização nacional de defesa dos direitos humanos.

O comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comunidades de Cabo Verde acrescenta que “já foram ativados mecanismos de colaboração adequados” entre Cabo Verde e o Brasil, “cujas representações diplomática e consular, em articulação com a Embaixada de Cabo Verde no Brasil e com representantes da comunidade cabo-verdiana, vão garantir adequada proteção consular aos que dela necessitem”.

“O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comunidades faz um apelo à calma e serenidade, tanto dos cabo-verdianos residentes na Bolívia, quanto dos seus familiares em Cabo Verde, sobretudo neste momento em que começam a surgir sinais encorajadores que apontam para o início de normalização da situação nesse país”, conclui o comunicado.

A violência intensificou-se na Bolívia no domingo, quando Evo Morales renunciou ao cargo de Presidente e grupos provocaram roubos, incêndios e a destruição de mobiliário urbano em diferentes regiões.

Depois do aumento da violência nesta semana, as forças armadas concordaram em apoiar a polícia para acabar com os atos de vandalismo, especialmente em cidades como La Paz e El Alto.

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