Tragédia de Hillsborough noticiada há 30 anos

16 Abr 2019 / 15:00 H.

A edição de 16 de Abril de 1989 do DIÁRIO mostrava, na primeira página, a maior tragédia do futebol europeu. Em Hillsborough, estádio do Nottingham Forest, morreram quase uma centena de pessoas, esmagadas por uma multidão que forçou a entrada. O jogo com o Liverpool deveria ser uma festa, como quase sempre são os jogos em Inglaterra, mas o álcool e os hooligans destruíram o que seria um sábado com bom futebol. No final, registaram-se 96 mortos - no dia da tragédia foram referidos 95 - e 766 feridos. Depois do que se passara no Heysel Park, em Bruxelas, em 1985, numa final a Taça dos Campeões Europeus (hoje Liga dos Campeões), entre a Juventus e o mesmo Liverpool, com um total de 39 mortos, foram tomadas medidas muito apertadas de segurança nos estádios de futebol.

Nesta edição de há 30 anos, destaque também para entrevista de Emanuel Rodrigues, um histórico do PSD e da política regional que regressava à direcção dos sociais-democratas, depois de uma travessia do deserto. Emanuel Rodrigues foi deputado na Assembleia Constituinte, entre 1975 e 1976m ano da aprovação da Constituição da República, presidente do parlamento regional, entre 1976 e 1984 e apoiante das candidaturas presidenciais de Ramalho Eanes e, mais tarde, de Mário Soares, em 1987. Fundador do PSD na Madeira, teve divergências com Alberto João Jardim e foi afastado dos cargos dirigentes. Uma travessia do deserto que, assumia na entrevista, lhe deu “um certo gozo”. Nesta edição era noticiado o seu regresso à comissão política do PSD-M.

Também neste dia era notícia o funeral do ex-Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes, opositor da ditadura de Salazar.

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