Madeira

Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica protestam amanhã no Funchal

Os técnicos preparam-se para uma paralisação de 24 horas

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Os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT) vão concentrar-se amanhã, 5 de Dezembro, entre as 12h e as 15 horas, no Funchal, junto à estátua de João Gonçalves Zarco na Avenida Arriaga, para assinalar o arranque de uma greve que decorrerá até ao final do ano.

O mesmo acontecerá em Lisboa, entre as 11h e as 14 horas, em frente ao Hospital de Santa Maria.

Ao longo do mês de Dezembro, os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica voltam a paralisar a saúde no país através de greves. A primeira arranca à meia-noite de amanhã, até à meia-noite do dia 6, sob a forma de paralisação total do trabalho, assegurando apenas os serviços mínimos previsto na Lei, por considerarem inaceitável que o Governo possa tentar encerrar o processo negocial, unilateralmente, sem acordo com os Sindicatos.

“O Governo continua sem deixar outra alternativa aos Sindicatos e aos TSDT. Marca uma reunião só para o dia 10, sem apresentar até ao momento novas propostas negociais, insinuando também a pretensão de encerrar as negociações. Temos de continuar a lutar e a exigir uma negociação séria, com apresentação de novas propostas que reponham justiça e igualdade no enquadramento salarial e transições para as novas carreiras”, salientou Luís Dupont, presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas do Diagnóstico e Terapêutica

As razões dos protestos dos TSDT

- TSDT protestam contra a intenção do Governo encerrar o processo negocial da revisão da carreira dos Técnicos Superiores das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT) sem acordo com as Associações Sindicais.

- A tabela salarial imposta pelo Governo que, cruzada com o sistema de avaliação e as quotas por categoria, implica que cerca de 90% dos TSDTs permaneçam na base da carreira toda a sua vida profissional.

- O facto da expectativa de progressão salarial dos TSDT, ser inferior à da prevista na antiga carreira dos TSDT, por comparação com outras carreiras da Administração Pública, nomeadamente no Sector da Saúde.

Os TSDT e os Sindicatos exigem que o Governo:

- Aceite as propostas dos Sindicatos de tabela salarial, que apenas refletem as regras legais, e paridade com outras carreiras de igual nível habilitacional e profissional, e a sua aplicação a 1 de janeiro de 2018, como sempre foi reivindicação dos Sindicatos representativos dos TSDT, e promessa do executivo;

- Concorde com regras de transição propostas pelos Sindicatos, que incluam a colocação de TSDT em todas as 3 novas categorias da carreira revista;

- O correcto descongelamento das progressões dos TSDT, independentemente do vínculo laboral;

- Admissão de todos os TSDT cujas necessidades estejam identificadas;

- Respeito pela autonomia Técnica Científica dos TSDT, com gestão da prestação de cuidados nas suas áreas, quer ela seja estratégica, tática ou operacional, pelos TSDT´s, através da sua hierárquica própria, sendo devidamente remunerados pelas funções exercidas;

- Fim de todas as bolsas de horas ilegalmente constituídas, sem o acordo escrito do trabalhador, com o pagamento integral como trabalho extraordinário/suplementar.