Rastreio do cancro da mama aloja-se na Rua da Conceição

18 Set 2019 / 16:26 H.

O rastreio do cancro da mama vai ficar baseado na Rua da Conceição, depois de 20 anos na Associação Protectora dos Pobres, na Rua do Frigorifico. Nesta tarde, houve uma pequena cerimónia para assinalar a mudança e, ao mesmo tempo, marcar os 20 anos da instituição do rastreio de base populacional (abrange toda a gente que cumpre determinados critérios).

Pedro Ramos, na ocasião, agradeceu à referida Associação, por ter acolhido o serviço em 1999, ano em que o rastreio foi instituído. Também deixou claro que as actuais instalações, cedidas pela secretaria dos Assuntos Sociais, são provisórias.

O rastreio do cancro da mama deverá passar para o Campo da Barca, para o Centro Dr. Agostinho Cardoso, onde ficará localizado o Centro de rastreio da Região Autónoma da Madeira.

Depois de algumas obras de adaptação, que deverão começar ainda neste ano, o centro vai acolher e, a partir de la´, ser coordenados cinco rastreios: cancro da mama; retinopatia diabética; cancro do colo do útero; cancro colorrectal; e visual infantil. Os dois primeiros já são de base populacional, os três últimos são oportunistas (quando uma pessoa vai a uma consulta e lhe é prescrito), mas vão passar a ser de base populacional.

O secretário da saúde, para demonstrar a importância dos rastreios, voltou a falar dos números da Região. Antes de iniciar o rastreio de base populacional ao cancro da mama, a sobrevivência das pessoas que contraíam a doença era de 65%. Agora é de 85%.

A Madeira, lembrou ainda o governante, não seguiu a prática nacional, que passou por fazer o rastreio a partir dos 50 anos. Tendo em conta o elevado número de pessoas jovens em que são detectados cancros da mama, a Região optou por manter os 45 anos para o início. O final são os 69 anos. O objectivo é, como sempre o de aumentar a sobrevivência de quem desenvolve a doença.