PSD questiona Governo da República acerca da falta de investimento nas Esquadras da PSP na Região

15 Jan 2020 / 15:24 H.

Foi na audição ao Ministro da Administração Interna que a deputada do PSD/M, Sara Madruga da Costa, voltou a trazer ao debate o desinvestimento evidente, por parte do Governo da República, nas Esquadras da Polícia de Segurança Pública da Madeira, assim como no reforço dos seus efectivos. Compromissos que, segundo vincou, “foram assumidos para 2019 e agora, conforme resposta do Ministro, novamente prorrogados, na sua maioria, para 2022”.

“Na anterior legislatura, alertamos para a necessidade de um maior investimento nas Esquadras da PSP da Madeira e para o reforço dos seus efectivos, assim como defendemos a necessidade de uniformização do subsídio de insularidade a todas as forças de segurança na Região, abrangendo a PSP, GNR e a Polícia Marítima”, disse, na ocasião, a deputada Social-democrata, vincando, ainda, que “existem Esquadras, na Região, que ficaram de fora da Lei de Programação de infraestruturas e equipamentos, onde chove dentro – como é o caso da Calheta – algumas que estão fechadas e que continuam, quatro anos depois, a aguardar pela escolha de um novo local – como é o caso da Ponta do Sol – outras que aguardam a mudança de local – como é o caso de Santa Cruz – e, ainda, as que funcionam numa garagem e que parecem finalmente ter a esperança de um novo local, como é o caso do Porto Santo”.

Uma situação que considera “inadmissível”, sobretudo atendendo ao serviço público que estas forças de segurança prestam e devem estar aptas a prestar aos cidadãos, em nome da segurança colectiva, que se coloca em causa “devido à incapacidade de resposta do Estado Português em colmatar estas necessidades e em resolver problemas que se arrastam, há vários anos, prejudicando quer os profissionais que trabalham nestes espaços, quer a própria população que é, por estes, servida”.

Sara Madruga da Costa que, em resposta à sua intervenção, ouviu, da parte do Secretário de Estado Adjunto da Administração Interna, que os investimentos avançariam, na sua larga maioria em 2022, estando prevista uma intervenção na Esquadra do Porto Moniz, precisamente uma das que não estão sinalizadas com graves carências.