Preço das casas na Madeira sobe 3,7% no 1.º trimestre de 2019

Segundo o portal especializado no mercado imobiliário, Idealista.pt, a Madeira teve o segundo maior aumento por regiões

22 Abr 2019 / 12:59 H.

O índice imobiliário de venda do Idealista.pt, portal dedicado ao sector imobiliário, aponta para um crescimento do preço das casas na Madeira de 3,7% no primeiro trimestre de 2019.

Com esta subida, o preço da habitação na Região Autónoma situa-se neste período nos 1.493 euros/m2, sendo que no Funchal os preços sobem abaixo da média regional, ainda assim, são o valor mais alto de todos os concelhos (1.747€/m2).

Dos “9 municípios analisados, Santana foi o que apresentou a maior subida (8,1%), seguido por Ponta do Sol (5,2%), Calheta (4,4%) e Machico (2,2%). Por outro lado, Ribeira Brava e Câmara de Lobos apresentaram descidas de 1,6% e 0,1%, respectivamente”. No Porto Santo, “os preços subiram 3,2% situando o preço do metro quadrado em 1.187€”, acrescenta.

Refira-se que no resto do país o aumento foi de 3,3%, ou seja a média regional aumentou acima da nacional. “Todas as regiões assistiram a um aumento de preços em termos trimestrais com excepção do Centro e da Região Autónoma dos Açores que apresentaram uma descida de 4,7% e 5,7%, respectivamente. Destaque para a região Norte, que viu os preços crescerem 4,6%. Seguem-se, por esta ordem, Região Autónoma da Madeira (3,7%), Área Metropolitana de Lisboa (2,8%), Algarve (0,6%) e Alentejo (0,5%)”, frisa.

Mudança de metodologia

Informa o Idealista.pt que “a partir do relatório referente ao primeiro trimestre de 2019, a metodologia de elaboração deste estudo foi actualizada”, sendo que “após a incorporação do idealista/data ao grupo idealista, foram introduzidas novas fórmulas de cálculo que contribuem para uma maior precisão na análise da evolução dos preços, particularmente em pequenas zonas”.

Diz mais que, “por recomendação da equipa estatística do idealista/data, a fórmula para encontrar o preço médio foi actualizada”, dado que “além de eliminar anúncios atípicos e com preços fora do mercado, calculamos o valor mediano em vez do valor médio. Com esta mudança, para além de tornar o estudo mais próximo da realidade do mercado, homologamos a nossa metodologia com as que se aplicam em outros países para a obtenção de dados imobiliários”.

Foi incluído ainda “a tipologia ‘moradias unifamiliares’ e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão a algum tempo sem qualquer tipo de interacção pelos usuários. O relatório continua a ter como base os preços de oferta publicados pelos anunciantes do idealista”.

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