Pedro Coelho diz que a qualidade da democracia depende da existência de uma imprensa credível

06 Abr 2019 / 11:23 H.

Pedro Coelho, presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, disse que a qualidade da democracia depende da existência de uma imprensa livre e credível e de um jornalismo isento e de qualidade.

“Nos tempos actuais, marcados pela supremacia da informação efémera, das narrativas discursivas e dos factos alternativos, que pululam por todo o lado, o rigor a e integridade intelectual dos jornalistas é a única garantia e a capacidade de os órgãos de comunicação social resistirem ou não aos exercícios de manipulação comunicativa perpetradas pelas chamadas fake news”, afirmou na conferência ‘O Jornalismo fora dos Grandes Centros’, que está a decorrer no Museu da Imprensa da Madeira, em Câmara de Lobos.

Além disso, referiu que apesar das ameaças à sociedade aberta, às democracias e à liberdade de imprensa, acredita no trabalho dos jornalistas e na capacidade da imprensa resistir às vicissitudes das modas ideológicas conjunturais.

Pedro Coelho disse ainda que os desafios que se colocam ao jornalismo fora dos grandes centros são os que se colocam à vida em geral, também fora dos grandes centros.

Já Sofia Colares, chefe de representação da Comissão Europeia em Portugal, referiu que as pessoas consomem, cada vez mais, informação através das redes sociais, descorando os meios mais tradicionais de informação.

Além disso, frisou que os órgãos de informação regionais são muito importantes para responder ao défice de informação que se tem assistido sobre a União Europeia, porque permite uma proximidade com os cidadãos.

“Sabemos que muitas das decisões e dos investimentos anunciados têm impacto regional e se os cidadãos souberem o que a União Europeia faz por eles no seu dia-a-dia certamente terão mais curiosidade sobre esta temática e estarão mais aptos a participar activamente enquanto cidadãos europeus”, sustentou.

Por outro lado, António Macedo Ferreira, presidente da delegação regional do Sindicato de Jornalistas da Madeira, disse que espera que “daqui a 100 anos” esta direcção, assim como os meios de comunicação tenham deixado a sua marca.

Assista aqui à transmissão em directo desta conferência.

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