Madeira em destaque na 16.ª edição do Península Ibérica em Números

Em vários indicadores pode-se analisar a Região Autónoma, tanto pela positiva como pela negativa

22 Abr 2019 / 14:00 H.

O estudo que analisa vários indicadores de desenvolvimento em várias áreas dos dois países ibéricos (Portugal e Espanha) e que, nalguns indicadores, analisa por regiões (7 em Portugal e 19 em Espanha), mostra a Madeira em destaque nalguns aspectos, seja pelas boas razões, seja pelas más. O estudo que é publicado há 16 anos e denominado Península Ibérica em Números, aborda os resultados mais recentes e referentes a 2018.

Elaborado pelos Instituto Nacional de Estatística dos dois países, o documento resume em 94 páginas muito do que tem sido o desenvolvimento nacional e regional dos dois Estados-membors da UE, também comparando nalguns indicadores com as da União Europeia.

Assim, com 255 mil habitantes (em Janeiro de 2017), a Madeira é entre as 26 regiões ibéricas a 4.ª região com menor população residente (com menos apenas Açores, Ceuta e Melilla).

Também com 16% da população residente com 65 anos ou mais, somos a 7.ª região mais jovem.

Com 320 habitantes por quilómetro quadrado (Km2), somos a 5.ª região com maior densidade populacional (mais densas só os pequenos enclaves em África, Melilla e Ceuta, e as duas capitais de cada país, Lisboa e Madrid).

Com uma taxa bruta de natalidade de 9,1% a Madeira figura como a 18.ª região com o indicador mais alto ou, por outro lado, a 8.ª com a mais baixa taxa bruta de natalidade.

Com 50,1% dos nascimentos fora do casamento, somos a 5.ª região com percentagem mais alta (acima só Algarve, Canárias, Alentejo e Área Metropolitana de Lisboa).

Em termos de escolaridade entre a população com 25 até aos 64 anos, somos a 3.ª região com o nível de escolaridade média (19,2%) mais baixo (pior só Extremadura e Açores).

Com 4,1 médicos por mil habitantes somos a 6.ª região com pior indicador (ainda assim à frente de Ceuta, Melilla, Algarve, Alentejo e Açores).

Noutro indicador de qualidade de vida dos dias de hoje, somos a 14.ª região (juntamente com outras 6 regiões) com maior percentagem de alojamentos com acesso à internet ou de uma perspectiva negativa, os 8.ºs com a mais baixa percentagem.

Em termos de emprego, ainda que a taxa seja analisada tendo em conta os números de 2017 (10,4%, quando em 2018 já desceu para 8,8%), éramos a 8:º região com a mais baixa taxa de desemprego (a mais alta do país, mas em Espanha apenas uma tem menor taxa, Navarra).

No que toca a vítimas (mortos e feridos) de acidentes de viação por mil habitantes (dados de 2016), com uma média de 3,1, a Madeira estava em 13.º lugar (juntamente com outras duas regiões espanholas, Asturias e La Rioja), sendo de destacar que é a que tem a média menos negativa das regiões portuguesas.

No indicador económico da taxa de ocupação-cama nos hotéis, a Madeira ocupava em 2017 a 3.ª posição, com 69%, bem atrás das duas primeiras (Ilhas Baleares, 81,8%, e Ilhas Canárias, 80,3%), mas assumindo uma posição de destaque positivo naquele que é o seu principal motor económico, o turismo.

A curiosidade maior é que quando se analisa os primeiros números deste estudo, na parte que toca aos picos mais altos da península ibérica, as três montanhas mais altas da Madeira não figuravam, ao contrário do Pico, nos Açores.

Pode-se, por isso, dizer que, desde sempre e não sendo novidade, a Madeira tem três picos entre os cinco maiores de Portugal e entre os 13 maiores da Península Ibérica, sendo a que tem mais entre as 15 maiores formações rochosas: o Pico Ruivo em Santana com 1.862 metros, o Pico do Arieiro com 1.818 metros e o Pico Ruivo do Paul com 1.640 metros de altitude.

Estas três são as que têm menor altitude no top cinco nacional, sendo que o ranking é liderado pela vizinha ilha de Tenerife e o seu imponente El Teide (3.714 metros) como a mais alta formação rochosa das 26 regiões dos dois países ibéricos.