Iniciativa Liberal - Madeira diz que polémica sobre a unidade de medicina nuclear deve ser investigada

20 Fev 2019 / 14:26 H.

A Iniciativa Liberal - Madeira reagiu, através de um comunicado, à reportagem da TVI sobre a unidade de medicina nuclear do Hospital Nélio Mendonça, referindo que dotar os serviços públicos de infraestruturas, equipamentos e recursos humanos, como aconteceu com a medicina nuclear, e depois não os utilizar, “é obviamente má gestão dos recursos públicos”.

“Fazê-lo com recursos a fundos europeus é arriscar perdê-los e ter custos financeiros acrescidos. Deve ser investigado”, acrescenta ainda.

Além disso, diz que “vários investimentos realizados na Região na área da saúde nas últimas décadas merecem avaliação”. Um exemplo recente, diz o mesmo comunicado, “foram construídas 4 salas no bloco de ambulatório, estando apenas uma equipada, ou seja, apenas é utilizada uma das quatro salas”. “Isso também é má gestão e deve ser investigado”, reforçou.

Aponta também que “existem na região quatro equipamentos de ressonância magnética, dois no público e dois no privado, quando para a dimensão populacional da Região, apenas um equipamento seria suficiente”. “No final, são os cidadãos que pagam. Adequar os equipamentos à nossa dimensão é um elementar ato de boa gestão. Isto também é desperdício que merece ser investigado”, refere.

“Um dos equipamentos de ressonância magnética adquirido no público, que foi o mais recente e o mais caro, com a capacidade de 3 Tesla, é o mais inoperacional dos equipamentos, porque é mais lento, adequado para investigação científica, mas não é adequado para a operação diária necessária de um hospital, como os equipamentos de 1,5 Tesla. Essa absurda decisão de compra também deve ser investigada”, acrescenta.

Diz que a Iniciativa Liberal – Madeira “não toma partido por nenhum dos lados da contenda que ontem veio a público, porque considera que de todos os intervenientes existiu má gestão, que só pode ser apurada com investigação aprofundada a tudo e a todos”.

“Parece-nos totalmente inadequado colocar a questão entre serviço público ou privado. Na opinião da Iniciativa Liberal - Madeira, a sociedade deve preferir a existência de saudável concorrência, entre público ou privados. No entanto, temos de ser realistas e adequar o investimento à quantidade de população servida para evitar gastos que não poderão ser rentabilizados com prejuízo para todos”, concluiu.

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