Iniciativa Liberal faz reparo a sondagem

01 Dez 2018 / 16:28 H.

A Iniciativa Liberal considera a sondagem relativa às Eleições Regionais, publicada na edição de ontem do JM, “como uma viagem à política regional em modo ‘low cost’”.

“Uma amostra de 400 pessoas contactadas, que leva a uma margem de erro de 4,5%, parece-nos insuficiente para que se possa ter certezas seja lá sobre o que for. Ainda menos significativa é a votação por Concelho quando se inquire 5, 9 ou 10 eleitores nalguns Concelhos”, explica.

Sendo o voto efectuado em partidos, afirma que é “incorrecto fulanizar nos candidatos desses partidos, porque isso necessariamente avalia notoriedade e não necessariamente sentido de voto”. “Se o critério eram pessoas então deixaram de fora Gil Canha que também é deputado independente”, sustenta, acrescentando que “é também muito discutível a opção de só incluir os partidos com representação parlamentar, como se comprova pelos resultados obtidos em que 10,8% dos inquiridos responderam com “nenhum destes” e a soma dos cinco partidos mais pequenos é 11,7%”.

Diz ainda que “nas últimas eleições autonómicas o PTP concorreu integrando uma coligação” e “reconhecendo o crescimento qualitativo” da deputada Raquel Coelho, estranha porque “se ignoram outros partidos que fizeram parte da dita coligação, a saber: o PAN, o MPT”.

“Existem outros partidos que já concorreram recentemente em eleições na Madeira, sozinhos ou em coligação, como o PAN, o MPT, o Nós Cidadãos e todos estes partidos têm actividade e rostos conhecidos que não foram incluídos no estudo. Os dois novos partidos Iniciativa Liberal e Aliança também não foram incluídos, tendo também actividade e rostos associados”, acrescenta.

A Iniciativa Liberal, perante estes dados e pela análise que faz, considera esta sondagem como uma viagem à política regional em modo “low cost”, referindo que “as sondagens não são eleições e não determinam resultados, mas criam contexto”. “Exigimos, a bem da verdade democrática, que em futuros estudos de opinião, por este ou outros órgãos de comunicação, se incluam todas as opções políticas existentes na Madeira”, acrescentou.

Tendo isto em conta, diz que “já basta de o sistema político-partidário português comporta-se com uma clique onde os partidos da situação (leia-se: com representação parlamentar) têm direito a tudo e os restantes a nada”. “Decidem prebendas em causa própria, ou como dizia Zeca Afonso, “comem tudo e não deixam nada”. As sondagens não devem ser assim”, concluiu.