Humanização é meta na Saúde

“É preciso investimento na saúde, para isso é preciso responsabilidade de quem tem de facto a capacidade de decisão”, declarou o secretário regional

13 Jun 2019 / 15:56 H.

A proximidade social é o grande desafio para a saúde na Madeira, no país e no mundo, disse o secretário regional da Saúde, defendendo uma maior humanização nos cuidados prestados sobretudo à população idosa, aos que estão no final da vida. Pedro Ramos acredita que falta dedicar especial atenção a este momento e pediu investimento na saúde e “responsabilidade de quem tem capacidade de decisão”. O também médico interveio na cerimónia de apresentação da actividade da Equipa de Apoio Psicossocial (EAPS), projecto integrado no Programa de Apoio Integral a Pessoas com Doenças Avançadas da Fundação La Caixa, que também esteve representada.

A Madeira tem cerca de 16% de pessoas com mais de 65 anos de idade, referiu o secretário, assumindo a necessidade de garantir que os 15 anos que separam o fim da vida activa até à esperança média de vida sejam vividos com dignidade. “Alguns países têm feito percursos muito mais incisivos e encontram-se à nossa frente, assumimos que se calhar ainda não damos 15 anos de dignidade a todos aqueles que são considerados idosos”. Além da formação, da diferenciação, da competência técnico-científica e dos melhores equipamentos, é preciso humanizar os cuidados, defendeu. “Além de sentirmos que estamos a ser bem tratados, bem cuidados, precisamos de saber que esses profissionais que estão ao nosso lado têm a outra vertente que é a mais importante, que é a humanização. É este é o grande desafio da saúde”.

Pedro Ramos disse que falta dedicar especial atenção a este momento da vida. “Qualquer programa de saúde tem de ter dignidade em todo o seu ciclo de vida, desde o nascimento, abrangendo a infância, protegendo a adolescência, promovendo o estado adulto e melhorando e capacitando cada vez mais os nossos idosos. Para isso é preciso investimento na saúde, para isso é preciso responsabilidade de quem tem de facto a capacidade de decisão; para isso são precisas todas estas entidades que do ponto de vista social também procuram colaborar neste desidrato, que é oferecer as melhores condições de vida na fase final das nossas vidas”. A vida, continuou, deve ser vivida até ao último instante. “Se não for, todos nós seremos julgados por termos tido essa responsabilidade e não termos promovido essa qualidade que é necessária”.

Por um lado o responsável pela pasta da saúde quer que a actuação dos profissionais de saúde tenha o impacto que as pessoas necessitam e por outro que os recursos humanos de equipamento e tecnologia estejam a ser utilizados da forma mais adequada.

O secretário agradeceu aos que já fazem da humanização o seu dia-a-dia nos serviços e agradeceu também à Fundação, pela oportunidade para a Região de “poder continuar a desenvolver o bom trabalho que achávamos que já estávamos a fazer”. Aproveitou ainda para recordar a acreditação dos cuidados paliativos. “Em 2017 fomos a primeira unidade certificada”, destacou.

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