Governo Regional insiste em politizar a prática ambiental na Região, critica o JPP

Rafael Nunes considera que actividades como a que ocorre nos Socorridos “configuram, a todos níveis, graves ilegalidades e graves irregularidades”

21 Jul 2019 / 16:36 H.

Para o JPP o caso da extracção selvagem nos Socorridos hoje trazido a público na manchete do DIÁRIO “só vem demonstrar o produto do que têm sido as políticas ambientais e as estratégias e prioridades deste Governo Regional no sector ambiental”, acusa o deputado Rafael Nunes.

“Porque esta extracção no leito da Ribeira dos Socorridos, a par de outras como a da Ribeira do Faial, é uma situação que decorre há anos, e que tem vindo a envolver a construção de estradas, o depósito de lamas em bacias de retenção improvisadas e toda uma panóplia de actividades que só poderão resultar em dois cenários: o de conivência ou o de incapacidade governativa, nomeadamente no exercício das suas funções de fiscalização”, aponta.

Lembra que “o JPP há quatro anos que insiste que esta prática lesiva dos interesses da população só vem demonstrar a irresponsabilidade, a irregularidade e a ilegalidade relativas a tantas pedreiras e britadeiras que continuam a extrair materiais inertes do domínio hídrico, bem como a uma contínua laboração nas margens e, em algumas situações, no próprio leito das ribeiras, criando, não só elevados problemas ambientais, mas também aumentando de forma leviana os riscos e perigos para a segurança das populações”, denuncia. “Há quatro anos que insistimos para estas situações de notória ilegalidade com estas extracções e depósitos, junto a linhas de água, e em leito de cheia, e para o facto de as mesmas colocarem em risco a população e bens a jusante”, reforça.

O deputado do JPP lembra ainda que “por inúmeras vezes, alertamos para a possibilidade de, com um aumento do caudal, todos estes inertes poderem descer a linha de água e causar uma nova desgraça nos centros das populações”. Diz mesmo que “estes alertas foram inclusive deixados em debates com a presença do presidente do Governo Regional, que se limitou, num estilo muito próprio, a ridicularizar de forma vergonhosa e politicamente irresponsável, todos os alertas da bancada parlamentar do Juntos pelo Povo. Isto porque estas actividades configuram, a todos níveis, graves ilegalidades e graves irregularidades e têm responsáveis políticos por esta situação”, conclui.

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