Enfermeiros da Madeira vão ter carreiras descongeladas até 2021

20 Mar 2019 / 12:58 H.

Os enfermeiros da Região Autónoma da Madeira (RAM) vão ter as carreiras descongeladas num processo faseado que começa este ano e acaba em 2021 e que custará quatro milhões de euros, disse o secretário regional da Saúde.

A decisão é para “todos os enfermeiros” da RAM, anunciou Pedro Ramos à margem da cerimónia de tomada de posse da secção regional da Ordem dos Farmacêuticos, na terça-feira, frisando que a medida abrange inclusive aqueles que recentemente tenham tido melhorias no rendimento do trabalho.

O acordo com os sindicatos na região foi alcançado na segunda-feira, com o secretário Regional da Saúde, Pedro Ramos, a explicar que se a medida não fosse para todos os profissionais, ficariam de fora 900 enfermeiros.

“Achámos que isso era uma injustiça tremenda e por isso é que este acordo é feito com todos os enfermeiros da RAM independentemente da sua situação laboral, neste momento”, disse.

Em termos orçamentais a região prevê gastar quatro milhões de euros que “depois será atribuído e, distribuído, de uma forma faseada entre 2019 e 2021”, esclareceu.

A agência Lusa tentou o contacto com o Sindicato dos Enfermeiros da Madeira, a estrutura com o maior número de enfermeiros associados na região, mas até ao momento não foi possível o contacto.

O Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) apresentou um pré-aviso de greve total para entre os dias 02 e 30 de abril, em Portugal continental e nos Açores e Madeira.

O Sindepor exige a continuidade das rondas negociais respeitantes ao diploma legal da carreira especial de enfermagem, a revisão/reestruturação da carreira, que o diploma legal seja aplicado a todas as instituições do setor público e “a todos os enfermeiros que nelas exercem, independentemente da tipologia do contrato”.

Além da revisão da carreira especial de enfermagem, o Sindepor defende a “justa e correta contagem dos pontos para efeito de descongelamento das progressões, a todos os enfermeiros, independentemente do vínculo”, a “correta aplicação da legislação e pagamento do suplemento remuneratório a todos os enfermeiros especialistas em funções e a admissão de mais profissionais.

Esta é a terceira greve dos enfermeiros decretada nos últimos quatro meses: a primeira abrangeu os enfermeiros em blocos operatórios e decorreu entre 22 de novembro e 31 de dezembro de 2018 e a segunda teve igualmente enfoque nos blocos operatórios e decorreu entre 31 de janeiro e 28 de fevereiro.

Outras Notícias