CDU diagnostica “bloqueio ao desenvolvimento” do Porto Santo devido às “más práticas de transporte”

18 Jan 2019 / 13:36 H.

A CDU esteve hoje no Porto Santo, numa iniciativa política para abordar os problemas dos transportes e da mobilidade dos cidadãos. No final da acção política a deputada da CDU, Sílvia Vasconcelos diagnosticou um “bloqueio ao desenvolvimento socio-económico” no Porto Santo e denunciou as “más práticas de transporte” para a ilha dourada.

“Há claramente uma espécie de bloqueio ao desenvolvimento socio-económico na ilha do Porto-santo, resultante das más políticas de transporte para esta ilha”, apontou a deputada comunista, lembrando que a economia do Porto Santo está fortemente condicionada pela sazonalidade, com implicações negativas no tecido socio-económico local, agravadas no mês de Janeiro face a uma maior restrição de transportes aéreos e ausência de transporte marítimo, sem que a tutela governamental actue para evitar esta “situação penalizadora da já de si dupla insularidade”.

“Porque é preciso relembrar que o transporte para o Porto Santo é assegurado por concessões de serviço público, quer pelo estado Português, quer pela RAM que prevêem até a redução de tarifários quer dos residentes quer da população residente na Madeira”, sublinhou. “Mas no mês de Janeiro nem esse subsídio é assegurado aos madeirenses, que para visitarem a ilha de avião (dado que não há barco neste mês) pagam em torno de mais de 100 euros, o que constitui mais um factor impeditivo do requerido combate à desertificação da ilha do Porto Santo nesta época e da coesão social e territorial”, sustenta Sílvia Vasconcelos.

Nos transportes aéreos, o panorama também não é animador, na perspectiva dos comunistas. “Há ainda falhas na regularidade e assiduidade dos mesmos, que acrescendo aos preços elevados, afastam potenciais turistas do continente por exemplo, fica mais barato ir a Londres por 50 euros do que ao Porto Santo por 300”, apontou.

No que concerne ao transporte marítimo, a deputada da CDU desafia o Governo Regional a concretizar alternativas de transporte marítimo (que aliás foram acordadas aquando da contratualização com a Porto Santo Line) para quando o navio ‘Lobo Marinho’ estiver em doca seca, de modo a que as perspectivas de desenvolvimento da ilha do Porto Santo e os objectivos da coesão económica, social e territorial sejam salvaguardados.

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