Candidatura das Levadas da Madeira a património Mundial da UNESCO precisa do envolvimento da comunidade local

21 Mai 2019 / 11:57 H.

Susana Fontinha, membro do conselho técnico/científico que está a preparar a candidatura das Levadas da Madeira a património mundial da UNESCO, revelou esta manhã que a candidatura está “em fase de preparação”, estando a ser feita uma recolha de dados e um estudo comparativo dos canais de irrigação da Madeira com os que se encontram na Região da Macaronésia, sendo esta uma obrigatoriedade do formulário de candidatura.

No seminário realizado esta manhã no Museu da Electricidade, no Funchal, Susana Fontinha salientou uma “grande etapa já conquistada”, com a inclusão das Levadas da Madeira na lista indicativa de Portugal, desde 2017, faltando concluir a candidatura e apresentá-la oficialmente.

“Está tudo a ser feito com diversas entidades, mas ainda há muito a fazer”, frisou, considerando que tem de haver um “envolvimento da comunidade local”, sendo este evento um “passo avante” para “fazer um ponto de situação e ouvir pessoas com responsabilidade ao nível da gestão de patrimónios da humanidade”.

A ideia é ouvir os especialistas nesta matéria para obter uma candidatura de sucesso de forma a que “quando for entregue à Comissão Nacional da UNESCO, que seja aceite e transmitida à Comissão Internacional”.

O Embaixador Moraes Cabral, presidente da Comissão Nacional da UNESCO, referiu, na sua intervenção, a “preservação exemplar da Laurissilva na Madeira”. Lembrou que as Levadas já se encontram na Lista Indicativa de Portugal aos bens da UNESCO desde 2017, o que por si só quer dizer que a candidatura já passou por requisitos muito exigentes.

O encontro contou ainda com a presença de Susana Prada, Secretária Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais.

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