Câmara do Funchal à espera do Governo Regional para implantar ETAR no Lazareto

Autarquia precisa agora de expropriar terrenos da Região para construir a ETAR no Lazareto

21 Mar 2019 / 14:56 H.

Paulo Cafôfo foi o porta-voz das principais deliberações efectivadas na Reunião de Câmara semanal. O presidente da autarquia do Funchal destacou dois investimentos da CMF, mas foi na questão da ETAR que se alongou.

O edil começou por esclarecer que a ETAR do Funchal “tem duas fases”, sendo que a primeira começa desde logo pela requalificação da actual Estação de Tratamento de Águas Residuais do Almirante Reis, que se inicia na próxima semana. Além dessa empreitada está também previsto o início das obras “para a Zona Oeste” com “a criação de uma nova Estação Elevatória, nos Socorridos, e a requalificação de outras duas estações que já existem”, nomeadamente “a do Areeiro e da Praia Formosa”.

“Hoje aprovámos o plano de segurança da obra e para a semana iniciamos já no terreno e a toda a velocidade esta nova fase, que tem um valor de 5 milhões de euros”, confirmou Paulo Cafôfo, adiantando ainda que nesta Reunião de Câmara foram aprovadas três expropriações de terrenos na zona do Lazareto, de forma a implantar ali uma infra-estrutura de tratamento primário, estando agora o município à espera do Governo Regional para confirmar o avanço da segunda fase.

“Além dos terrenos privados, já solicitámos ao Governo Regional, porque há parcelas de terreno que são propriedade da Região, mas ainda não obtivemos resposta relativamente à utilização dessas parcelas para a instalação da ETAR” no Lazareto, referiu o presidente da Câmara Municipal do Funchal. “Se o Governo Regional quiser no Lazareto nós fazemos no Lazareto. Tínhamos outras opções, particularmente o Campo do Liceu, que seria mais fácil de executar”, atirou ainda.

Além disso, Paulo Cafôfo frisou aos jornalistas ser “importante dizer que a questão de ETAR é e deriva de uma directiva da União Europeia de 1991” e “aquilo que tem sido feito” é para que “a directiva seja cumprida”.

1,4 milhões para plantar 288 mil árvores no Parque Ecológico e 400 mil euros para recuperar 13 quilómetros de percursos pedestres

Em pleno Dia da Árvore, o edil não se esqueceu também das medidas que já foram implementadas pelo executivo municipal em termos ambientais, mais concretamente no Parque Ecológico.

“Nesta semana dedicada à árvore anunciamos os investimentos que têm sido feitos e realizados no Parque Ecológico. Um deles é a reflorestação do Parque, que implica limpeza das plantas infestantes, e o plantar de 288 mil árvores num investimento de 1 milhão e 400 mil euros, que vai ser realizado no Parque Ecológico”, local que “foi fustigado nos últimos anos com incêndios constantes”, destacou Paulo Cafôfo, mostrando-se ao mesmo tempo grato pelas “mais de mil pessoas têm colaborado” no sentido de requalificar o Parque, quer “em termos de voluntariado, quer também em termos de cidadania”.

“Estas 288 mil árvores plantadas numa área a rondar os 400 hectares vem juntar-se a outro investimento, que está já a ser finalizado. Estamos a falar de 13 quilómetros de percursos pedestres que foram recuperados pela Câmara. São 400 mil euros investidos e a obra já está em fase de conclusão. Vem dar outra vida a uma nova fase da vida do Parque Ecológico que esperamos estar salvaguardado”, concluiu.

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