Bispo do Funchal pede conservação e renovação das tradições natalícias
“Como poderemos, celebrar o Natal e, porventura, esquecer o essencial?”, pergunta D. António Carrilho
“Alegrai-vos, nasceu Jesus!”. Este é o mote da mensagem do bispo do Funchal, D. António Carrilho, para o Natal de 2018, “Festa” que considera ser “um tempo especial”.
Embora entenda que o tempo é de alegria “pela mensagem de vida” que o Deus Menino trouxe, o bispo remete “o melhor presente de Natal” para a proposta de “caminhos de encontro com Jesus, que nos ama e também nos envia a proclamar a Boa Nova do Seu nascimento e da Sua mensagem de amor, paz, alegria e serviço fraterno”. Daí que pergunte: “Como poderemos, celebrar o Natal e, porventura, esquecer o essencial?”.
Reafirmando que a celebração do Natal “é o tempo de afirmar e reavivar a nossa fé em Jesus, o Filho de Deus”, António Carrilho sublinha que “numa época em que continuamos a assistir a tanta violência, quer nas relações internacionais feridas pela guerra e desamor, quer em muitas outras instâncias ou grupos e até na intimidade das famílias”, o nosso olhar deve voltar-se para o presépio, “em silenciosa prece”.
O pastor diocesano aborda também o rico património cultural e religioso nos 600 anos dos descobrimentos da Madeira e Porto Santo, presente nas tradições da “Festa” que na sua óptica “estão profundamente marcadas pelo carisma e espiritualidade de S. Francisco de Assis e são vividas de maneira singular”.
“Importa, sem dúvida, conservar e renovar no seu verdadeiro espírito e significado as belas tradições natalícias, que integram o nosso rico património cultural, religioso e musical: as missas do parto, com os seus cânticos apropriados; os presépios e lapinhas de escadinha, com o Menino Jesus a presidir, como rei e Senhor; os encontros familiares; as oitavas do Natal, do Ano Novo e dos Reis, até ao dia de Santo Amaro, que prolongam as celebrações, os convívios e a alegria do Natal”, sublinha o bispo.
D. António Carrilho refere que importa também transmitir aos mais novos o sentido espiritual destas mesmas tradições: “partilhar a fé, a alegria e o testemunho da esperança faz parte da missão de todos os crentes, reavivada no presente Ano Missionário, com o lema ‘Ser cristão, viver em missão’”.
Na mensagem, o bispo deixa saudações natalícias a “todos os queridos diocesanos e aos nossos emigrantes, lembrando particularmente as crianças e os jovens, os idosos e os refugiados, os doentes, os reclusos, quem mais sofre e precisa de uma palavra de carinho e um gesto de conforto”.