Madeirenses André e Bruno Santos apresentam ‘Vol.3’ no CCB em Lisboa

Lisboa /
22 Jan 2020 / 10:18 H.

Os guitarristas e irmãos André e Bruno Santos apresentam no sábado, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, o terceiro álbum do projecto ‘Mano a Mano’, num espectáculo que tem Rita Redshoes e um ensemble de cordofones como convidados.

“Além da parafernália de guitarras eléctricas, cordofones madeirenses e pedais que habitualmente levam para palco, neste concerto especial convidam Rita Redshoes e um ‘ensemble’ de cordofones, composto por Roberto Moritz, Graciano Caldeira e Gustavo Paixão”, refere o Centro Cultural de Belém (CCB), no texto de apresentação do concerto, revelando que “o palco será transformado numa sala de estar, intimista e familiar”.

Em “Mano a Mano vol.3”, editado em abril do ano passado, André e Bruno Santos decidiram inverter as contas dos discos anteriores, apresentando seis originais e apenas duas versões.

Nas composições originais deste disco, há “uma miscelânea” de coisas que foram ouvindo “desde a infância”, contou André Santos em entrevista à Lusa, na altura da edição do álbum, recordando as horas que ele e o irmão passavam a ouvir os discos do tio, “um coleccionador de discos aficcionado”.

“Havia rock, pop, música brasileira, e tudo isso misturado com o nosso campo de estudo, que é o jazz, brota nas nossas composições naturalmente”, referiu.

A título de exemplo, André Santos nomeou os temas “Cabo Verde”, que “remete para umas sonoridades um bocadinho africanas” e “Rosa” e “A Flor do Amor”, que são “canções um pouco mais contemplativas, que remetem um bocadinho para o folk”.

Duas das versões incluídas em “Mano a Mano vol.3” são “Stardust”, de Hoagy Carmichael, “do cancioneiro norte-americano, mas tocado com um instrumento tradicional madeirense, o rajão”.

Além do rajão, os músicos utilizam no disco um outro cordofone madeirense, o braguinha, que André já tinha utilizado no disco anterior.

A outra versão é “Noites da Madeira”, “um standard jazzístico -- soa a isso --, só que feito na Madeira, por um grande pianista, Tony Amaral, que acompanhava o Max”.

A escolha deste tema “é também uma homenagem a essa geração de músicos madeirenses [da qual fazem parte Tony Amaral e Max], que estava ligada ao jazz”.