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Escrever sobre o quê?

Estou com alguma dificuldade em escolher um tema para um artigo de opinião, porque são tantos os assuntos, as notícias, os acontecimentos, a maior parte deles desagradáveis e deveras preocupantes, que mais parece um pequeno-almoço com “tutti-frutti” e picles misturados, mais granola, fatia de bolo-rei, tabaibos sem casca e azeitonas,... tudo encharcado com mostarda francesa e arrefecido a baixa temperatura!

Vamos lá começar... pela Alemanha, onde quem ganhou umas eleições foi um partido de direita, num determinado estado, ... o que acho natural, porque na política e no termómetro, o que interessa é saber a temperatura... para descobrir as “maleitas” e depois os condicionamentos. Andamos atolados de conhecimentos sobre as imensas experiências dos partidos de esquerda no continente africano, todas elas com ditaduras descaradas, depenando esses países, mas sempre favorecendo 3 ou 4 “sponsors” do nosso mundo, ... sempre os mesmos, ... e criando novos milionários, nativos, com um prejuízo extremo das populações, que depois têm de emigrar... com uma mão à frente e outra atrás! O mesmo se pode dizer da Venezuela ou do Brasil e já agora de Cuba, três países muito maltratados politicamente, com “meia-dúzia” de milionários e com o resto do povo na penúria. Mas, aproveitando as notícias que emanam da nossa Europa Unificada, sempre com direito a PRR, considero estarmos a viver num estado de “anestesia” e assim, demonstrando grande insensibilidade,... alheios aos reais problemas, por exemplo , ainda não interiorizámos, que temos uma guerra real, permanente, à frente das nossas casas, no nosso “jardim europeu” com severas consequências futuras, cuja verdade, é exactamente o contrário daquilo que se ouve dizer! As emigrações para os países europeus - fenómeno com várias décadas e agravado recentemente, pelas condições precárias de variadíssimos países - vão provocar ainda mais alterações e adaptações na funcionalidade europeia porque não existem ainda, todas as condições de alojamento, ensino e sanidade para receber essas pessoas, transmitindo a qualidade e segurança necessárias. A França está a passar mal, a Bélgica igual, também a Alemanha está com problemas, que não sei se serão também motivados pela emigração de albaneses, na Espanha o que funciona são as autarquias, porque o governo está com “tremor das mãos”, que não deve ser devido a “parkinson”, ... e aqui estamos nós, os famosos lusitanos, com o maior território marítimo europeu, quando afinal não temos barcos, para conseguir vigiar e impedir a usurpação descarada e contínua que prolifera nas nossas águas. Qualquer dia já não teremos direito a comer atum, ... ou talvez só um pratinho de “atum em lata”! Tenho reparado que se fala também muito sobre a educação nas escolas oficiais, na sua desactualização estrutural, nas necessidades em mudar os programas escolares e de os adaptar melhor às mudanças e aos novos tempos. No fundo fazer aquilo que alguns países realizaram com a frequência necessária, para enquadrar os jovens, com as novas directrizes, as novas informações, novas tecnologias, criando os mecanismos para resolver os novos desafios da evolução para todas as actividades laborais, com novas formas de interpretação e nova integração. Nestas novas directrizes deve já estar incluída a IA, cujo desenvolvimento está a ser arquitectado - apesar de muitas críticas sobre a sua “instalação” - com as reservas achadas necessárias para impedir a sua utilização, sem um controlo, na sua veracidade, na eficácia e na qualidade. Para acabar, talvez falar uma vez mais dos telemóveis, das suas capacidades, dos seus efeitos nefastos e das suas úteis utilizações. Assim, considero que, os telemóveis nasceram para se fazerem telefonemas, sendo depois acrescentadas funções, quase “até o + infinito”! De tal modo que se tornou um objecto útil e perigoso ao mesmo tempo. Daí que a sua utilização nas escolas deve ser vedada, até porque não são permitidos outros quaisquer objectos capazes de apresentarem perigo real.

Não vou falar duma outra guerra recente no Médio Oriente, porque se trata duma grave disfunção de muitos políticos com poder infinito, ... onde não se imagina como tudo pode acabar!

Hoje vou ficar por aqui!

P.S. A propósito de carros abandonados serem abatidos, lembrei-me ... com tanta falta de casas, quantos prédios no país estão abandonados, esquecidos ou inabitáveis e o que pensam disso as autarquias?