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Balanço da catástrofe no Nepal sobe para 1.130 mortos

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Balanço provisório da catástrofe continua a agravar-se uma semana depois das inundações. Só no Nepal há 1.114 mortos e 3.916 pessoas por localizar.

As cheias que atingiram há uma semana a região fronteiriça entre o Nepal e a China já provocaram 1.130 mortos e deixaram 4.462 pessoas desaparecidas, segundo os balanços mais recentes divulgados pelas autoridades dos dois países.

A situação mais grave verifica-se no Nepal, onde estão confirmadas 1.114 mortes e 3.916 desaparecidos. No lado chinês, na região do Tibete, foram registados outros 16 mortos e 546 desaparecidos.

As operações de busca e salvamento continuam nas zonas afectadas, à medida que a recuperação das telecomunicações permite às autoridades obter informações de comunidades que permaneceram isoladas durante vários dias.

Entre as vítimas contam-se dezenas de crianças e centenas de restos mortais já recuperados pelas equipas de emergência.

A dimensão da tragédia continua também a reflectir-se no elevado número de cidadãos estrangeiros desaparecidos. Um balanço anterior das autoridades nepalesas indicava que pelo menos 583 estrangeiros permaneciam por localizar.

Entre os desaparecidos estão ainda quatro portugueses: três no Nepal, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, e um no Tibete.

As equipas de emergência conseguiram entretanto resgatar mais de 6.500 pessoas, entre as quais cerca de 580 estrangeiros.

As inundações, descritas por observadores locais como as maiores de que há memória na região, terão provocado uma subida das águas entre 15 e 18 metros acima do nível habitual, devastando localidades ao longo de cerca de 72 quilómetros do rio Trishuli.

A força das cheias destruiu também o posto fronteiriço de Rasuwagadhi-Kerung, uma das principais ligações comerciais entre o Nepal e a China, e atingiu dezenas de localidades dos dois lados da fronteira.

No Tibete, uma das zonas mais afectadas é o condado de Gyirong, onde continuam mobilizadas equipas de emergência para procurar desaparecidos e retirar residentes e turistas das áreas atingidas.

Perante a dimensão da catástrofe, o Governo nepalês pediu já assistência financeira urgente ao Fundo de Resposta a Perdas e Danos, mecanismo internacional destinado a apoiar países vulneráveis aos impactos das alterações climáticas.