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Alegado autor de ataque com arma de fogo a escola na Tailândia matou primeiro os avós

Foto RUNGROJ YONGRIT/EPA
Foto RUNGROJ YONGRIT/EPA

O alegado autor de um ataque com arma de fogo numa escola secundária, perto de Banguecoque, onde morreram seis pessoas, matou primeiro os avós, de acordo com informações divulgadas pelas autoridades e polícia tailandesas.

O adolescente matou primeiro os avós com uma pistola que pertencia ao avô, dirigindo-se, posteriormente, à escola secundária que frequentava, onde matou seis pessoas, três alunos e três professores, anunciou a polícia em comunicado.

O atirador, identificado como um adolescente de 14 ou 15 anos, também morreu, informaram meios de comunicação locais, citando as autoridades.

Não é claro se o jovem foi abatido pela polícia ou se tirou a própria vida.

Quinze alunos da escola, situada na província de Nonthaburi, a norte da capital, ficaram feridos ao tentarem fugir, precisou a vice-ministra do Interior tailandesa, Polapee Suwunchwee, à emissora pública Thai PBS.

"É um incidente terrível. Isto nunca deveria ter acontecido", declarou o primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, a partir da sede do Governo.

"É por esta razão que o Governo não autoriza a posse de armas de fogo", acrescentou.

Fotografias publicadas pelos meios de comunicação locais mostram o suspeito vestido com um uniforme escolar roxo e uma mochila preta a tiracolo, com vários cartuchos visíveis no chão.

"Ouvi imensos tiros, muito fortes, porque parecia que o atirador estava no andar logo acima. Conseguia até ouvir os cartuchos a bater no chão e o barulho do metal", testemunhou uma aluna do ensino secundário, Pawarisa Maylissa.

"Não conheço o suspeito, mas sei que é um pouco mais novo do que eu. Não consigo acreditar que uma criança como ele tenha tido acesso a uma arma", afirmou.

A Tailândia apresenta uma das taxas de posse de armas mais elevadas da região, com cerca de 10 milhões de armas de fogo estimadas em circulação, ou seja, uma por cada sete habitantes.

Os compromissos políticos no sentido de endurecer a legislação sobre armas não impediram a repetição de tiroteios.

Em fevereiro, um adolescente abriu fogo numa escola no sul do país, matando o diretor do estabelecimento educativo e ferindo dois alunos antes de ser detido pela polícia.

Em 2022, um ex-polícia armado com uma pistola e uma faca matou 24 crianças e 12 adultos numa creche no norte do país.