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Direito de resposta

Na sequência do artigo de opinião de António Santa Clara ‘As “Babes do PCC”’, publicado a 24 de Julho, recebemos de Élvio Sousa, secretário-geral do JPP, o seguinte texto de Direito de Resposta.

“Os “BABES” da JSD!

Voltaire escreveu há mais de trezentos anos que não é fácil chamar à realidade aqueles seres que o pensador apelidou de fanáticos absolutamente convictos. E falar nestes termos, sem apontar o dedo ou baixar o nível, os interlocutores se tocam e se sensibilizam, como a água límpida sobre a rocha.

Com o texto, “AS BABES da JSD”, ensaio uma resposta de contraditório ao António Santa Clara (ASC), no seu texto de opinião no Diário pertencente ao Grupo Sousa, intitulado “As babes do PCC”.

É uma resposta simples, e de defesa, no elementar direito à liberdade de expressão.

Antes de mais importa sublinhar que desde que o JPP passou a segunda força política na Região, contra o prognóstico de certos diretores, colunistas e outros extremistas ideologicamente de regime, que cresce e se eleva o nervosismo no burgo.

Mas, quem vota e confia nos eleitos não são os colunistas, mas, sim, o POVO, e o coletivo.

A carga de teorização e de pensamento instituído nas “jotinhas” partidárias tolda o juízo crítico livre, e nesse caso agoniza a prática do maldizer e do julgamento sumário dos demais, na espera incessante de que haja sangue derramado para, depois, vir cravar um prego na ferida. É o comportamento elementar de uma escola mimética, tal como nos ensinou e demonstrou Aristóteles, ao apontar que o homem é o animal que mais imita a si próprio.

Assim, o António Clara, ao ter sido “fabricado” nessa cápsula demasiado ideológica e por vezes fundamentalista, perde a noção de democracia plural, e o seguidismo faz com se misture e se confunde, também, a si-próprio.

Confunde jornais, por engano ou deliberadamente, recria factos que não existiram, tais como a realização de conferências de imprensa que não ocorreram; inventa declarações e chega a comparar os factos de Santa Cruz com a prisão de Pedro Calado.

Arma-se numa espécie de “advogado da informação livre”, mas tal como outros tantos que por aí andam, esquece que à falta de rigor e de tratamento imparcial, existe o direito à informação e à liberdade de expressão. E mais, à defesa.

A forma, de imagem e de conteúdo, como se trataram diferentes protagonistas, está ao olhar mais simples de um cidadão, sobretudo como se trataram com pinças os influentes com ligação aos donos e os que não têm influência ao reino de informação.

O ASC acha que andamos distraídos, e que temos medo de chamar os nomes certos aos comportamentos que consideramos errados.

Não cultivamos, por medo ou agachamento, silêncios cúmplices.

Não seremos convenientes com os contos de embalar, com tratamentos discriminatórios, com falsidades e mentiras, com publi-reportagens, com encomendas mercenárias, com narrativas construídas para dar uma imagem de uma Região rica e com um bom governo e com deturpações da realidade.

Certo é, que uma escola partidária, demasiado teórica e fundamentalista, que não ensina os valores do iluminismo e da fraternidade, se torna obcecadamente num espeto de carne mimética e que repete os cânticos decorados nas aulas de ciência política.

Bom, é isto, e já deu para perceber, que o António Clara tem mais jeito para piratear declarações avulsas e vigiar os parlamentares da oposição do que a descrever factos com isenção.

Trabalhar a soldo, nem sempre dá certo. Veja-se o que aconteceu ao Império Romano, ao fazer substituir os voluntários, por mercenários.

O fanatismo exacerbado tolda o juízo da razão. Tal como já aconselhei a outros “babes da JSD”, usando a expressão do dito, é importante continuar a ter pensamento crítico, para dentro e para fora, a cultivar a tolerância e a exercer a crítica, com factos e argumentos fiáveis.

Os insultos, tal como temos vindo a ver, tem sido a “arma” do presidente do Governo, quando faltam os argumentos.

Pelos vistos, essa “escola” tem muitos seguidores e seguidistas exacerbados.

Élvio Duarte Martins Sousa”