Presidente do México confrontada com violência contra jornalistas
Dezenas de meios de comunicação social mexicanos juntaram-se à ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) para chamar a atenção da Presidente, Claudia Sheinbaum, e das autoridades para a violência contra jornalistas no país.
Desde o início deste ano até agora, foram assassinados sete jornalistas no México, um dos países mais perigosos do mundo para estes profissionais, registando, muitos homicídios r agressões contra repórteres, com os responsáveis pela violência a permanecerem impunes, segundo várias ONG.
Mais de 40 meios de comunicação mexicanos apoiaram na quarta-feira uma declaração da RSF que apela a Claudia Sheinbaum para agir contra este flagelo.
"Quantos de nós ainda terão de morrer para que o Estado mexicano aja?", questiona o texto.
"O México não pode habituar-se a contar os seus jornalistas assassinados", acrescenta a ONG.
A declaração exige nomeadamente uma resposta de emergência a nível nacional envolvendo as autoridades federais e locais para proteger os jornalistas.
Segundo a RSF, 17 jornalistas foram mortos desde que Sheinbaum assumiu o cargo, em outubro de 2024.
A ONG Artigo 19, por sua vez, registou mais de 180 crimes contra profissionais dos media desde 2000.
O país ocupa o 122º lugar entre 180 no 'ranking' mundial da liberdade de imprensa 2026 elaborado pela RSF, e o 160º no indicador de segurança.
A presidência mexicana causou recentemente polémica ao publicar os nomes de jornalistas e meios de comunicação críticos do governo de esquerda.
As pessoas referidas disseram ter sido alvo de ataques online após esta publicação.
Sheinbaum minimizou o incidente, comprometendo-se, ao mesmo tempo, a que nenhuma outra lista deste tipo seja divulgada no futuro.