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O Desamparo Social do Plano do Amparo

O chamado PUA, Plano de Urbanização do Amparo, começou a ser discutido em 2001 e tinha previsto uma área prevista de intervenção de 142 hectares, porém o PUA aprovado em 2008 já tem uma intervenção de 214 hectares, mais 72 hectares, ou seja mais cerca de 40%. Consultando o Diário da República, numero 126 2.ª série de 23 de Outubro de 2008, verifica-se que este Plano de desorganização da Cidade, teve votos favoráveis do PSD, votos contra da CDU, PS e abstenção óbvia do CDS. Tendo este arregimentado os ricos para a Assembleia Municipal, e assim obter mais vantagens, diminuir as zonas verdes e enriquecer os anafados burgueses e diminuir as zonas de recreio e lazer, o que o pessoal precisa é poncha e vinho seco.

De acordo com o artigo 15 quanto ao seu âmbito e objetivos transcrevo o texto: Nas zonas de equipamentos destinados à instalação de equipamentos coletivos nomeadamente educação, desporto, cultura, recreio e lazer, Segurança Social, Proteção Civil e Segurança.

Estava previsto (por um canudo embaciado pelo nevoeiro de D. Sebastião) uma Escola Secundária, um Centro Infantil uma creche, um pavilhão gimnodesportivo, um novo Centro de Saúde (talvez 250 milhões de euros) um lar para a terceira idade (talvez apoio também para a resolução das altas problemáticas) porventura outros 300 milhões de euros, um centro comunitário, um centro de noite, um lar da juventude, tudo isto entre coisas bonitas ditas e não feitas rapidamente esquecidas porque a memória é curta, necessário diminuir o investimento para o povo e equilibrar as receitas da RAM.

Estava prevista que população na área do P.U.A teria mais de 30 mil habitantes ou seja 15% da população da RAM.

Da minha parte e enquanto exercendo o lugar de vereador da CDU na CMF votei contra o desastrado Plano conforme fundamentação detalhada nas páginas 15 a 19 da ata 29/2008 invoquei as seguintes razões para votar contra o PUA: Os pressupostos do PUA para uma cidade sustentável não estão garantidos, não estão garantidas as zonas verdes, aumenta-se a densidade de construção a rede viária insuficiente e tem diversos bloqueios

Quanto às redes viárias de acordo com o artigo 40 destaca-se a Rua de a Ver o Mar, avenida ampla com 19,5 metros de perfil e passeios de um lado e do outro com 1,5 m de largura, um desenho de perfil para inglês ver com desenhos lindos e árvores frondosas, mas a Inteligência artificial, consultada, desconhece tal via e eu pobre mortal não vejo nada

O plano até era poético e também patético protegia os picos, seria feito a sua recuperação, está tudo esburacado na mesma, os ecologistas calados, promessas leva-os o vento, mentir e enganar o povo dá votos, o czar sabe o que é pão e circo, e assim perpetua-se o poder

A zona verde só serve para sportinguista, como eu, ver o que é preciso fazer, são Dubais, Catares (não para caçar piolhos mas para encher os bolsos e envelopes de alguns, levar aos Emires porreiros para investir no triângulo de betão). De que serve participar nos locais certos, se a tutela dá ordens aos subordinados para nem ligar ao trabalho árduo, e nem sequer responder à participação dos cidadãos.

Na última discussão pública do REOT, estive 15 dias a trabalhar no duro para melhorar a minha cidade mas o senhor vereador funcionário dos grandes negócios mandou deitar tudo ao lixo.

No tempo da Confiança, com votos dessa ampla coligação que não fazia parte a CDU, de acordo com o DN de 8/10/ 2020 verifica-se que a Unidade de execução 7 do PUA foi aprovado com abstenção do PSD. Tendo a autarquia salvaguardado um conjunto de benefícios para o espaço público nomeadamente a cedência de 25 mil m2 para jardim público e salvaguardar o índice de construção, no valor de 1,7, uma situação que vem beneficiar a cidade, já que garante espaços verdes para a população. Também aqui não vejo nada, preciso ir ao médico e ao psicólogo.

Na levada dos PIORNAIS não se dá cumprimento ao reconhecimento do interesse turístico enquanto via pedonal que dizia-se ser objeto de salvaguarda das vistas,» mas agora transformou-se num Muro de Marrocos.

Recorrer aos tribunais custa uma fortuna e o resultado, passados muitos anos é zero, o crime compensa e o dinheiro não tem cor.

De mágoa em mágoa, de desgosto em desgosto, em Agosto o povo é que se lixa e paga.