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Direito de resposta

Na sequência do artigo de opinião de Bruno Melim, publicado no dia 6 de Agosto, com o título ‘Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo’, recebemos um pedido de Direito de Resposta do secretário-geral do JPP, que aqui se reproduz.

“NÃO VIM TRAZER A PAZ AOS INJUSTOS”

“Estou muito feliz com o debate de ideias revelado pelos textos do Clara e do Bruno Melim (BM). Este texto, ao qual designei de “NÃO VIM TRAZER A PAZ AOS INJUSTOS” é uma resposta simples ao artigo “Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo”.

Uma breve explicação. Ao contrário daquilo que lhe ensinaram ou que, malogradamente, pensa ou raciocina, diria irrefletidamente, todo o texto, seja de opinião ou de crítica, é passível de contraditório ou defesa. Pensar, de forma diferente, e que aos outros não lhe é permitida uma opinião de defesa das suas ideias, não é comportamento de escola democrática. É autocrática.

Tal ministério não se aprende em organizações ideologicamente fanáticas, ortodoxas ou repetitivas de más condutas. Aprende-se na prática da tolerância, do raciocínio critico, da educação e do livre pensamento. Na sua incursão pela JSD, BM já devia ter aprendido isso, por responsabilidade, civilidade e bom-senso.

Chesterton (Ortodoxia) fez ver ao mundo, que quase todas as colossais coisas concedidas, dependem de qualquer coisa recusada ou negociada. As facilidades que são dadas aos intervenientes, com proteção da classe política de poder (e que pode corporizar o caso atual do BM), podem depender de silêncios e de cedências. Por isso, não gostam da verdade.

No seu texto, e em resposta à minha crítica aos fanáticos absolutamente convictos, BM faz uma série de considerandos pessoais e profissionais. Usa uma adjetivação primária e malcriada, fazendo lembrar episódios grotescos de alguns outros protagonistas do PSD, alguns que já foram da JSD, a exemplo, Albuquerque, Pedro Ramos e Eduardo Jesus. Julgo que, de certa forma, terão influenciado o seu comportamento, na linha do tal mimetismo aristotélico, que falei no texto dos “babes da JSD”.

Pelos anos de 1999 ou 2000, quanto tinha responsabilidades associativas culturais, participei a convite de Miguel Albuquerque num congresso do PSD, para abordar o tema da Cultura e Património. Nessa curta experiência, vivenciei pessoas educadas, serenas, modestas, e outras mais extremistas.

Por breves momentos, testemunhei a intervenção de um militante do PSD na altura, que quanto mais insultava um adversário político, quanto mais praguejava e vociferava insultos, maiores aplausos e urros recebia da plateia, sobretudo de uma claque mais jovem, que depois me identificaram como integrante da juventude do PSD. Muito mau. Reinava a má educação!

Pior, quando perante esse comportamento, e por mais adultos e responsáveis que fossem, ninguém naquela sala lhes puxou as orelhas e os fez compreender que estavam completamente errados perante tal comportamento intolerante.

Deste modo, o texto de BM, vem carregado com algumas raízes dessa arruaça e malcriação, ao se referir ao “carácter político”, ao “chinelo barato” e ao “regime totalitário africano, ou sul americano”.

BM, já devia ter aprendido a lição, de que chamar “comunista ao JPP”, não pega e nem nunca pegou, porque além de nunca termos sido comunistas, nunca fomos extremistas ao ponto de julgar ou inferiorizar os outros pela opção político-partidária.

O meu anterior texto, e este também, é para fazer ver ao cidadão, que o extremismo e o fanatismo combate-se com educação, tolerância e civilidade.

Dizer a verdade liberta o caminho.

Tenho uma estima refletida para com os adversários, e em especial pelo Bruno. Não diria, como diz a sabedoria popular, que “é um bom pequeno, quando está a dormir!” mas, às vezes, temos de ser duros e frontais, para ver se coração amolece.

Não deve ser fácil viver, dia após dia, carregado com o peso da consciência de encobrir a verdade, e não ter a coragem de revelá-la, em nome dos justos e dos indefesos.

Viver de cócoras e subjugado ao poder do dinheiro, dos interesses monopolistas, faz pesar a nuca e o pescoço! Sobretudo, sabendo que a sua voz e atuação, poderia ser decisiva para pôr fim ao elevado custo de vida, à escravatura fiscal e ao combate à corrupção.

Nenhum servo pode servir dois senhores: o dinheiro e poder político (esquecendo o Povo).

Por enquanto, o Bruno, aparentemente sorri, em posição altaneira ou em nervoso miudinho.

A arrogância da corte, cria o desdém do praguejar para ofender, sem argumentação sólida.

O Bruno, poderá viver nesse “palácio” de ouro e safiras, de comes e bebes insaciáveis, em troca de encobrir as verdades, e de servir os injustos, em detrimento dos justos. Podemos estar em lados opostos. Um a defender a “Mentira”, o outro a revelar a “Verdade”! Em PAZ, ou em sobressalto.

Élvio Duarte Martins Sousa”