Câmara de Lobos é também Cultura!
Alguém antes disse que “uma terra sem cultura é um povo sem futuro”. A frase, inspirada em vários pensamentos humanistas sobre o papel transformador da cultura, ajuda a resumir aquilo que deve ser hoje a missão de um município moderno, ou seja, não apenas gerir obras, ruas ou serviços, mas criar encontro, participação, movimento e vida nas comunidades.
É essa visão que queremos afirmar em Câmara de Lobos.
Nos próximos meses, o Concelho viverá uma das programações culturais, recreativas e populares mais amplas dos últimos anos. O Festival do Panda (primeira vez no município), o Dia da Criança, a Festa da Cereja, as Festas de São Pedro, a Festa da Juventude, o “Jazz em Festa”, a Festa da Espada, a Festa das Vindimas, a Festa da Castanha, em Novembro, e o regresso dos Lobijogos – que iremos revisitar - fazem parte de uma estratégia clara de dinamização do Concelho e de valorização que queremos promover.
Não se trata apenas de preencher um calendário. Trata-se de criar ambiente, gerar proximidade, trazer pessoas para a rua, apoiar o comércio local, dinamizar as freguesias e oferecer oportunidades de convívio e participação para diferentes gerações.
A cultura não pode ser vista como algo secundário na nossa governação. A cultura também é desenvolvimento. É economia. É convivência. É qualidade de vida. Um Concelho com programação regular, com atividade cultural e com espaços públicos vivos torna-se mais atrativo, mais dinâmico e mais preparado para o futuro, se continuar a fomentar esta pujança que nos enriquece.
Agustina Bessa-Luís escreveu que “a cultura é a inteligência do coração”. E talvez seja essa uma das expressões que melhor define aquilo que pretendemos para Câmara de Lobos, umConcelho capaz de crescer sem perder autenticidade, de inovar sem esquecer aquilo que o trouxe até aqui e de criar novas oportunidades sem apagar tradições que continuam bem vivas.
Alguns destes eventos serão novos. Outros representam precisamente a vontade de recuperar aquilo que durante anos marcou positivamente a vida do Concelho. Porque há iniciativas que merecem continuar. Há experiências que aproximavam pessoas, enchiam ruas e davam vida às freguesias.
A retoma dos Lobijogos, que queremos revisitar, simboliza precisamente essa visão. A ideia de que é possível olhar para o futuro sem desperdiçar aquilo que de bom se fazia em Câmara de Lobos.
Ao mesmo tempo, a Festa da Cereja, a Festa da Espada, a Festa das Vindimas e a Festa da Castanha ajudam a dar expressão a uma programação que não se concentra apenas num ponto do Concelho, mas que procura valorizar diferentes freguesias, diferentes tradições e diferentes formas de viver Câmara de Lobos.
Queremos voltar a colocar Câmara de Lobos num roteiro cultural ativo, regular e diversificado. Um concelho onde exista programação para crianças, jovens, famílias e população sénior. Um concelho onde a tradição popular conviva naturalmente com novas propostas culturais e novas formas de participação.
Queremos que se respire cultura em Câmara de Lobos.
Cultura nas ruas. Cultura nas coletividades. Cultura nas associações. Cultura na música, na gastronomia, nas tradições populares, no desporto, na juventude e na capacidade de criar momentos que aproximem pessoas.
E nesta visão há algo que merece sersublinhado nada disto seria possível sem o trabalho das nossas associações, coletividades, grupos culturais, instituições e agentes locais que, ao longo de muitos anos, têm acrescentado valor ao Concelho.
São dezenas de pessoas que trabalham muitas vezes de forma silenciosa, voluntária e movidas apenas pelo gosto de servir a sua terra. Pessoas que ajudam a manter tradições, organizam actividades, mobilizam freguesias, apoiam jovens e garantem que Câmara de Lobos continue a ser um Concelho com vida, participação e dinamismo.
Esse trabalho merece reconhecimento público.
Porque os municípios não se desenvolvem apenas a partir das câmaras municipais. Crescem também através da dedicação das associações, das casas do povo, dos grupos desportivos, das bandas, dos grupos culturais e de tantas pessoas que dão tempo, energia e dedicação à sua terra.
Sophia de Mello Breyner dizia que “a cultura é a mais alta forma de consciência de um povo”. E talvez seja precisamente essa consciência que importa reforçar: a capacidade de valorizar aquilo que somos, aquilo que fazemos bem e aquilo que ainda podemos construir juntos.
Câmara de Lobos tem todas as condições para afirmar essa ambição. Tem história. Tem talento. Tem tradições fortes. Tem juventude. Tem capacidade de mobilização. E tem pessoas que gostam genuinamente de viver o seu Concelho.
No fundo, aquilo que queremos construir é muito mais do que uma agenda de eventos.
Queremos criar movimento. Queremos apoiar quem faz. Queremos trazer vida aos espaços públicos. Queremos estimular a economia local. Queremos aproximar gerações. Queremos que Câmara de Lobos seja um concelho onde haja sempre alguma coisa a acontecer.
Um Concelho vivido com intensidade.
Um Concelho onde as pessoas sintam vontade de estar.
Porque, no final, aquilo que verdadeiramente distingue uma terra não é apenas a paisagem que tem. É a vida que consegue criar dentro dela.