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Madeira

Nova Direita diz que GR deve concentrar esforços na resolução dos "problemas reais" das famílias

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O coordenador do partido Nova Direita, Paulo Azevedo, refere, através de um comunicado de imprensa, que o Governo Regional deve, antes de discutir alterações constitucionais ou reivindicar maior autonomia, concentrar esforços na resolução dos "problemas reais que as famílias enfrentam diariamente: dificuldades para colocar comida na mesa, situações de sobrelotação habitacional e habitações sem condições dignas."

A nota diz respeito ao Dia da Revolta da Madeira e às declarações de Rubina Leal, presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, na cerimónia na Rotunda do Largo Charles Conde de Lambert, em São Martinho, para assinalar a efeméride. 

"Há apenas dois dias comemoraram-se os 50 anos da Autonomia Regional, sendo agora levantada a possibilidade de alterações à Constituição Portuguesa. Contudo, questiona-se como se pode falar em alterações constitucionais quando ainda não são cumpridos artigos fundamentais para o bem-estar comum de milhares de famílias madeirenses", lê-se no comunicado, acrescentando que entre os princípios essenciais está o cumprimento do artigo 65.º da Constituição da República Portuguesa, que consagra o direito a uma habitação digna.

"Actualmente, mais de três mil famílias na Madeira continuam a enfrentar graves dificuldades habitacionais", verifica Paulo Azevedo. 

O coordenador do Nova Direita diz que é igualmente urgente resolver "o problema estrutural e persistente na área da saúde, criar melhores condições para que os idosos possam viver com dignidade e respeito, reduzir gastos excessivos na função pública e diminuir a carga fiscal sobre as pequenas e médias empresas, permitindo assim fortalecer e fazer crescer a economia regional."

Neste dia simbólico, Paulo Azevedo apela aos responsáveis para que "deixem de desrespeitar os madeirenses com atitudes que considera demonstrar profunda hipocrisia política."