“Somos um povo lutador e, quando é necessário, também nos revoltamos”
A presidente da Assembleia Legislativa da Madeira afirmou que “o povo madeirense quando quer, quando acha que é importante, consegue revoltar-se”. “Somos um povo resiliente, somos um povo lutador e quando é necessário, também nos revoltamos”, afirmou Rubina Leal, assumindo que isso demonstra a “fibra” madeirense.
Rubina Leal assumiu a importância de continuar a manter vivo o simbolismo do dia da Revolta da Madeira, data que foi comemorada hoje, numa cerimónia na Rotunda do Largo Charles Conde de Lambert, em São Martinho, onde se encontra erguido um monumento em homenagem à resiliência do povo madeirense.
Autonomias serão celebradas na Assembleia da República a 26 de Junho
Os presidentes das Assembleias Legislativas e dos Governos Regionais da Madeira e dos Açores vão participar, a 26 de Junho, na Assembleia da República, numa sessão, tendo a oportunidade de falar para todo o país. “É uma iniciativa onde nos afirmamos no todo nacional”, apontou Rubina Leal, que avançou com essa informação.
Questionada sobre se está na altura de uma nova revolta, Rubina Leal apontou que “os tempos são outros” e que actualmente existem “plataformas de entendimento”, sendo importante a concertação e o diálogo, mas também a capacidade de nos impormos, havendo necessidade de atitudes de firmeza perante o todo nacional.
“O país tem de se convencer de que nós acrescentamos ao país”, disse Rubina Leal evocando a posição geográfica e estratégica da Região.