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A UMa e atratividade das Instituições do Ensino Superior

Os alunos candidatos ao ensino superior estão, nesta altura do ano, a experimentar as naturais expetativas quanto ao seu futuro.

Nesse contexto, o problema da escolha da Instituição de Ensino Superior (IES) para prosseguir estudos encontra-se inevitavelmente associado à questão da atratividade que essa IES tem por razões históricas, de impacto na sociedade e no confronto com outras suas congéneres, pela qualidade dos seus cursos e pelas componentes de internacionalização, investigação científica e serviço à sociedade. Ouras razões podem ser adicionadas a este rol, como os níveis de empregabilidade, o sucesso e notoriedade dos alumni, dos docentes e investigadores, e as perspetivas de desenvolvimento plasmadas nos planos estratégicos de cada IES.

Em Portugal, a configuração do ensino superior encontra-se numa fase de transformação profunda, com as publicamente conhecidas alterações de legislação e estrutura funcional de ciência e inovação. Acresce a esta realidade a transformação inerente à revolução digital, com a sua vertente de Inteligência Artificial. Parecendo já um lugar-comum, não podemos, todavia, deixar de nos mantermos atentos e proativos para dela retirar o que melhor se possa adaptar ao contexto académico. Acresce, ainda, a inevitável comparação entre IES para a escolha de um curso para os candidatos que se preparam para entrar no ensino superior em 2026/27.

Pretendo, neste ponto específico, centrar a reflexão sobre a UMa no contexto da atratividade das IES. Na presente fase de desenvolvimento das estruturas de ensino superior, dos seus contextos internos e externos, devem os alunos e suas famílias considerar que: a) os cursos que as IES disponibilizam são acreditados pela Agência de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior (A3ES); b) as IES concorrem, em qualidade e competitividade, num ambiente de ensino superior globalizado, em que a distância geográfica já não encerra a carga negativa que tinha no passado (professores e alunos podem aceder a um gigantesco manancial de informação e conhecimento, independentemente de residirem ou não na área de criação, divulgação e difusão do saber); c) o trabalho, e a natureza e condições que afetam a empregabilidade estão a sofrer uma mudança cada vez mais célere, facto que aconselha cautela quanto a uma formação sólida, familiarmente e socialmente contextualizada; d) os custos financeiros associados a uma escolha para continuar estudos fora da Região são substancialmente superiores.

Há, como é evidente, liberdade de escolha, mas não poderei deixar de defender que a Nossa Universidade, enquanto Instituição integrante do sistema de ensino superior público português, em igualdade de circunstâncias nas opções que oferece, satisfaz os requisitos para uma acertada escolha por parte dos candidatos ao ensino superior.