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País

Filipe Sousa reforça “caminho incompleto” da Autonomia

Deputado do JPP na Assembleia da República apelou ao reconhecimento pleno das autonomias regionais e ao seu aprofundamento

Filipe Sousa foi o único madeirense a discursar na Sessão Solene comemorativa dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa. 
Filipe Sousa foi o único madeirense a discursar na Sessão Solene comemorativa dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa. , Foto MIGUEL A. LOPES/LUSA

No seu discurso na Sessão Solene comemorativa dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa, que decorre no parlamento nacional, o deputado Filipe Sousa, eleito à Assembleia da República pelas listas do Juntos Pelo Povo, reforçou o “caminho incompleto” da Autonomia, criticando o centralismo do País.

Notando que as decisões tomadas à distância “enfraquece a coesão territorial e afasta os cidadãos”, o madeirense apelou a um compromisso de “aprofundamento efectivo” das Autonomias, exortando o País a “reforçar a descentralização e construir um estado mais equilibrado e mais próximo das pessoas”, que, disse, “passa pelo processo de regionalização”.

Discurso de Filipe Sousa
Mas 50 anos depois, esse caminho continua incompleto. Portugal permanece excessivamente centralizado, demasiado dependente de decisões tomadas longe das comunidades que dela dependem, e isso enfraquece, na minha opinião, a coesão territorial e afasta os cidadãos. Filipe Sousa, deputado do Juntos Pelo Povo na Assembleia da República

Perante uma Assembleia cheia, Filipe Sousa salientou que “um País verdadeiramente democrático não teme distribuir poderes, antes pelo contrário, fortalece-se quando confia nos seus territórios”.

Reconhecendo que a Constituição “continua a ser um farol da nossa democracia”, o parlamentar notou que “esse farol só cumpre a sua função se tivermos a coragem de navegar à luz dos seus princípios”. Dessa forma, voltou a pedir um “compromisso com os valores de Abril, com uma autonomia real e com um Portugal mais coeso onde nenhum território se sinta distante das suas decisões”. Só dessa forma “Portugal se constrói com todos e com todo o seu território”.