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Guerra no Irão Mundo

Macron apelou a Netanyahu para se "abster de uma ofensiva terrestre" no Líbano

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Foto EPA

O presidente francês Emmanuel Macron anunciou hoje ter conversado com o Primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e disse ter-lhe apelado para "preservar a integridade territorial do Líbano e a abster-se de uma ofensiva terrestre" aquele país.

Para além deste apelo - o primeiro entre os dois líderes desde o verão passado - Emmanuel Macron também conversou com o presidente libanês, Joseph Aoun, e o Primeiro-ministro, Nawaf Salam. "Reafirmei a necessidade de que o Hezbollah cesse imediatamente os seus ataques contra Israel e para além", relatou Emmanuel Macron na rede social X.

"Esta estratégia de escalada constitui um erro grave que põe em perigo toda a região", considerou o chefe de Estado francês.

"Face à urgência humanitária no sul do Líbano" desde o início da guerra no Médio Oriente, "a França tomará iniciativas imediatas para apoiar as populações libanesas deslocadas", acrescentou.

O chefe de Estado francês assegurou que a França também manterá "o seu apoio aos esforços das Forças Armadas libanesas para que possam assumir plenamente as suas missões de soberania e pôr fim à ameaça colocada pelo Hezbollah".

 As relações entre Emmanuel Macron e Benjamin Netanyahu estavam cortadas desde agosto de 2025, quando a França anunciou a intenção de reconhecer o Estado da Palestina.

O chefe do governo israelita acusou então Emmanuel Macron de "alimentar fogo antissemita" em França.

Numa troca mordaz de cartas, Emmanuel Macron acusou-o então de "ofender toda a França" e apelou-lhe "solenemente" para sair da sua "corrida assassina e precipitada" da guerra em Gaza.

Na sua mensagem no X, o presidente francês limitou-se a referir a situação no Líbano, que considerou "muito preocupante". Mas, não disse se discutiu o Irão com Benjamin Netanyahu na conversa de hoje, onde Israel e os Estados Unidos lançaram uma ofensiva militar massiva desde domingo.

Na terça-feira, durante uma intervenção numa sessão solene, o presidente francês denunciou a "responsabilidade primária" do Irão na guerra, principalmente devido ao seu "programa nuclear perigoso", mas considerou que as operações militares americanas e israelitas decorriam "fora do direito internacional".