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Trump admite enviar tropas para o terreno "se necessário"

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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu hoje enviar tropas para o terreno no Irão "se necessário" e garantiu que o seu país tem capacidade para sustentar um conflito por mais de quatro ou cinco semanas.

"Já estamos significativamente adiantados em relação ao calendário. Mas não importa quanto tempo leve, seja o que for preciso, chegaremos lá", prometeu Trump durante uma cerimónia na Casa Branca, acrescentando que os Estados Unidos têm "capacidade para ir muito além" das quatro ou cinco semanas inicialmente referidas.

O chefe de Estado disse ainda que a "grande onda" da ofensiva militar norte-americana "ainda não aconteceu" e que está "a chegar em breve", em declarações telefónicas à cadeia televisiva CNN.

Numa outra entrevista ao jornal New York Post, Trump recusou excluir o envio de tropas terrestres, afirmando que não partilha da postura de presidentes que garantem antecipadamente que "não haverá tropas no terreno".

"Provavelmente não precisamos delas, mas se fosse necessário", explicou Trump.

A operação militar contra o Irão foi lançada no sábado pelos Estados Unidos e por Israel, com o objetivo declarado de travar as capacidades estratégicas de Teerão.

Trump voltou hoje a justificar a decisão afirmando que aproveitou a "última e melhor oportunidade" para atacar, defendendo que um regime iraniano dotado de mísseis de longo alcance e armas nucleares representaria "uma ameaça intolerável" para o Médio Oriente e para o povo norte-americano.

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, já tinha dito que nenhum soldado norte-americano se encontra atualmente em solo iraniano, mas assegurou que os Estados Unidos irão "até onde for necessário".

Segundo o chefe do Pentágono, declarar publicamente os limites da ação militar seria "estúpido", rejeitando comparações com intervenções anteriores.

O último grande destacamento de tropas norte-americanas no terreno ocorreu no Iraque, em 2003, e a presença em larga escala mais recente foi no Afeganistão, de onde os Estados Unidos se retiraram no verão de 2021, após duas décadas de guerra.

Hegseth garantiu que a maior potência militar do mundo não está a embarcar noutro "atoleiro", sublinhando que não será necessário mobilizar centenas de milhares de militares nem manter uma presença prolongada no terreno para atingir os objetivos estratégicos definidos por Washington.