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Guerra no Irão Desporto

Trump desaconselha presença do Irão para sua segurança

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que a seleção iraniana de futebol é "bem-vinda" ao Mundial2026, mas desaconselhou a sua participação por razões de "segurança".

"A seleção iraniana de futebol é bem-vinda no Mundial, mas, sinceramente, não acho apropriado que eles estejam lá, para a própria segurança deles", escreveu Trump, numa mensagem publicada esta quinta-feira na rede social Truth, em reação à decisão de Teerão de não participar na competição, coorganizada por Estados Unidos, Canadá e México.

A ausência do Irão foi anunciada na quarta-feira pelo ministro dos Desportos iraniano, Ahman Donyamali, que alegou não existirem "condições" para a participação da 'Team Melli' na 23.ª edição do Mundial.

A decisão surge num contexto de elevada tensão entre os dois países, após a morte do líder supremo Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, durante uma ofensiva israelita e norte-americana.

A questão tinha sido discutida também na quarta-feira entre Trump e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, numa reunião na Casa Branca.

Segundo Infantino, o presidente dos EUA tinha reiterado inicialmente que a seleção iraniana seria livre de competir no torneio.

Recorde-se que, em novembro, a administração americana já tinha imposto restrições, garantindo vistos para jogadores e equipas técnicas, mas barrando a entrada de adeptos iranianos por motivos de segurança nacional.

 O Irão classificou-se através da Confederação Asiática de Futebol para o Mundial2026 - no qual também estará presente a seleção portuguesa - e ficou integrado no Grupo G, com Bélgica, Nova Zelândia e Egito, tendo os três jogos sido agendados para os Estados Unidos, dois em Los Angeles e um em Seattle.

Os Estados Unidos e Israel, que já tinham protagonizado uma guerra de 12 dias contra o Irão em junho, lançaram esta nova ofensiva, em 28 de fevereiro, justificada pela inflexibilidade do regime político da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão condicionou o tráfego no estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrain, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.