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Crónicas

Turismo é a única salvação

Não o matem ou vamos ficar mais pobres e com piores empregos

Vamos directos: a Madeira tem sucesso económico no turismo e não passa disso. Diminuir esse contributo para o PIB (mais de trinta por cento?) é politicamente criminoso para as expectativas das próximas gerações. Mais um motivo para emigrar e viver longe de casa e dos seus familiares e amigos. Para voltar à pobreza extrema e economia de sobrevivência.

Claro que nestas últimas décadas fomos enganados por investimento público massivo, tanto à custa de endividamento bancário insano como pela ajuda dos fundos financeiros da União Europeia. Parecíamos prósperos e bem sucedidos. Fomos bem enganados.

Terminado este ciclo, no qual disfarçámos as dificuldades e carências de quem não tem recursos nem “terras raras”, restou a única actividade para a qual temos condições naturais, clima e beleza: o turismo. Acrescento segurança e bom acolhimento geral.

Como por coincidência, assistimos a elevado investimento hoteleiro privado sustentado por esse período de intenso crescimento económico. Foi contagiante.

Tudo corria bem.

E melhor andou quando a liberalização do transporte aéreo abriu um arquipélago até então condicionado por monopólios aéreos que reduziam a mobilidade das nossas correntes de turismo.

Abertos ao mundo, libertos do monopólio da TAP e do exclusivo negócio dos “tour operators” europeus, inicia-se uma expansão do turismo residencial, por toda a Madeira e Porto Santo, que se mostra um enorme sucesso em todos os destinos de turismo tradicionais. As casas abandonadas são recuperadas, iniciando-se um novo ciclo de turismo de qualidade, principalmente para as casas de dois ou mais quartos. Deixamos de ter casas desprezadas e, em zonas como a Calheta, assistimos a uma forte onda de construção de novas habitações para residência de estrangeiros.

No meio deste crescimento harmonioso levantaram o maior hotel no anfiteatro funchalense que é o hotel Savoy. E acabou o investimento hoteleiro, tendo os empresários substituído por empreendimentos imobiliários: habitação de qualidade em terrenos outrora com vocação hoteleira.

O aeroporto, entretanto, começa a evidenciar as fragilidades operacionais, o que exige solução, tanto de curto como de longo prazo. O investimento hoteleiro fica-se por uma investida alemã no Caniçal e outra espanhola no centro da Cidade.

Algum madeirense quer voltar ao trabalho na agricultura, na pesca ou no comércio, que tanto fez gerações inteiras sonhar com a emigração? Não está a Zona Franca/CINM ferida de morte, pelo que já não é solução? O poder político vai condicionar o turismo transferindo emprego para actividades económicas sem potencial? Voltámos ao antigamente?

Vejam o mundo, principalmente o sul da Europa.

Curiosamente é no Porto Santo que nascem novos hotéis. Será o destino de excelência no Arquipélago: segurança máxima; aeroporto 100% operacional; clima todo o ano para golfe e estadia tranquila; sol, mar temperado e praia pelo menos seis meses ao ano; aptidão para turismo residencial com baixa pressão no emprego; hospital adequado; cadeias de abastecimento organizadas. O Porto Santo tem tudo o que é necessário com exceção, há sempre uma, do espaço que é limitado. Melhor assim para quem quer qualidade em vez de quantidade.

Esqueçam os recordes dos números. Prioridade é: QUALIDADE. Preços dos alojamentos mais altos, maior rentabilidade, melhores salários e mais impostos, tanto de pessoas como de empresas. E a qualidade deve ser exigida por quem manda. Contra quem quer fazer barato para apenas garantir negócio. Turistas pobres para apenas consumirem os nossos recursos, NÃO nos servem. Temos de recusar. Tanto na hotelaria como no alojamento local. Mas de qualidade comprovada já deve ser autorizado.

Célia Pessegueiro

O recente congresso do partido socialista elegeu uma líder feminina, sendo a única novidade do encontro dos últimos camaradas ainda sobreviventes. Célia Pessegueiro, a mulher que nunca se deixou fotografar ao lado do marido (há prémio para foto publicada dos dois), esse também antigo líder do PS. Um casal, cujos consortes se sucedem na chefia política, é coisa da América Latina. Fica a dúvida se será mais bem sucedida que o marido.

Estacionamento Largo do Colégio

A Dra. Cristina Pedra suspendeu o projecto de construção de um estacionamento subterrâneo no Largo do Município. Não percebi os motivos ainda que tenha decorrido de críticas pelos “anti-tudo” da nossa Cidade. A pressa em negar o projeto foi evidente.

O Funchal precisa estacionamento que dê vida ao centro da Cidade.

Acontece é que em Roma acabam de inaugurar estação de metropolitano, estacionamento e museu subterrâneo, tudo por baixo do Coliseu e do Fórum Romano. Nada caiu nem esteve em risco. A zona histórica de Roma tem mais visitantes. Valorizou.

Aqui, a nossa inteligência colectiva abana a cabeça tanto concordando como se opondo com decisões contrárias que não perceberam nem conheceram debate público.

A Câmara tem alternativa?

Horário no Mundial de futebol

Londres já deliberou novos horários de funcionamento de restaurantes e bares durante o Mundial. Sendo nos Estados Unidos, Canadá e México, os jogos serão muito tarde - cinco a oito horas de diferença horária.

Temos de ir para casa ver os jogos sozinhos ou podemos confraternizar em ambiente de amigos que se juntam para apoiar a sua equipa nacional? Deus abençoe os decisores!

Rotundas

Gostava de ver uma brigada de trânsito da PSP numa qualquer rotunda do Funchal. Seria o caos!

Nó da Cancela

Uma verdadeira demonstração de dificuldade em ter boa solução. Pela demora percebo que vai sair absurdo a lamentar. Imagino o que será. Veremos se acerto !